Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: “Veja como conheço seus segredos – apenas pense em um número.” Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso.
Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série.
Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.
Policial | 352 Páginas | Editora Arqueiro 

Mark Mellerey recebeu um bilhete adivinhando o número em que ele estava pensando. Perturbado com isso, entra em contato com seu antigo colega, David Gurney, um detetive aposentado.
Logo Mellery começa a receber poemas com aparentes ameaças relacionadas a seu passado de alcoolismo. A trama ganha mais forma quando ele é encontrado morto e Gurney é convidado pela polícia a entrar no caso como consultor, notando detalhes que antes haviam passado despercebido, mostrando o quanto o assassino foi meticuloso e inteligente.
Anteriormente eu já tivera contato com a narrativa do autor, na obra “Peter Pan Tem que Morrer” em 2015, mas não lembrava de sua escrita ser tão complexa. Iniciei o livro pensando em encontrar uma narrativa comum e simples, porém se mostrou totalmente diferente me fazendo perder o ritmo da leitura. 
O começo foi muito difícil, devo admitir. Por mais que a história estivesse interessante, não conseguia me prender a mesma. Depois de muito insistir, me acostumei com o estilo de narrativa, encontrei uma história incrível e me vi presa a leitura. Mesmo o ritmo caindo em certos momentos não senti mais a vontade de larga-lo.
Poucas vezes encontramos em livros policiais casos extremamente complexos, onde mesmo havendo muitas pistas e descobertas, havendo um rumo a seguir, a equipe de investigação se encontra muito longe de desvendar o mistério. Temos, nessa obra de John Verdon, um assassino inteligente e tão engenhoso sendo capaz (e corajoso o suficiente) para manipular e brincar com a polícia — com direito a referencia de O Iluminado — e isso me deixou boquiaberta. Me desculpa, mas p*** que personagem! Que Assassino! Que “vilão”! Eu não saberia como descrever o perfeccionismo e engenhosidade dele.
O melhor do autor é que ele, como o assassino brinca com a policia, brinca com o leitor, deixando o culpado sempre presente na história, mas que passou bem longe do meu pensamento. Depois de descobrir quem efetuou os crimes que vi o quanto estava obvio, por que não desconfiei antes? Não, não estou dizendo que é previsível ou fácil de ser descoberto, só que está na nossa cara o tempo todo e não percebemos.
John Verdon sabe como criar uma cena de tensão. Há um situação que se estende por vários capítulos onde não ousei nem respirar direito, olhar para o lado ou qualquer coisa semelhante. Com certeza um dos pontos autos da história de muita angustia e aflição, onde os policiais ficam cara a cara com o assassino. Não irei me estender mais, mas com certeza esse detalhe merecia ser comentado aqui.
Um livro com muitas reviravoltas, que mesmo com um começo difícil, consigo perceber sua extrema qualidade e recomendo muito para os amantes do gênero.

Postado por Aline Bechi
24 anos. Ama escrever e falar pelos cotovelos.
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11 comentários em “Eu Sei O Que Você Está Pensando – John Verdon | Resenha

  1. Oi, Aline!
    Li esse livro há alguns anos e confesso que tive alguns problemas com a leitura. Apesar de ser muito bom e ter uma trama ótima, o autor enrola demaaaais em algumas cenas e as descrições são tão grandes que eu não aguentava mais ler ele falando sobre os flocos de gelo. Mesmo assim, ainda quero ler mais do autor.
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

  2. Eu estou querendo me aprofundar mais no gênero e gostei da sua resenha. Eu só fico com receio em ler por conta disso do ritmo ser lento, sabe? Eu sempre fico muito mal quando pego um livro que não flui na narrativa e é dificil demais para mim não abandona-lo. Mas fiquei super curiosa com toda essa genialidade que você comentou, rs. Os Delírios Literários de Lex

  3. Olá, Aline.
    Eu só li um livro do autor até agora, o do Peter Pan hehe. E pelo que vi o detetive é o mesmo nesse. Como gostei muito da escrita dele e depois de ler os seus elogios ao vilão, eu já quero muito ler esse também. Já coloquei na lista.

    Prefácio

  4. Oi, Aline

    Eu tenho um livro do autor, Feche Bem os Olhos, mas ainda não li. Eu adoro o gênero e até discordo que poucas vezes encontramos casos complexos, eu leio muito o gênero e já me deparei com um sem número de casos super bem orquestrados.
    Eu adoro quando o vilão tem grande destaque e não é apenas aquele que precisa ser preso.
    nem lembrava desse livro pra ser sincera, eu com certeza leria.

    Beijos
    – Tami
    https://www.meuepilogo.com

  5. Oi, Mi! Tudo bom?
    O que eu mais amo em thrillers desse tipo é quando o vilão é bem construído. Deixa toda a tensão e o desespero da trama muito críveis, faz a gente querer continuar lendo só pra saber QUEM TÁ POR TRÁÁÁS AJKFNASIOGBAASGO
    Uma autora que sempre consegue me prender nesse gênero é a Cláudia Lemes, recomendo fortemente a leitura!
    Não conhecia essa obra, mas vou procurar!

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    http://www.queriaestarlendo.com.br

  6. Olá, Mi!
    Eu fico muito feliz em dizer que eu leio todo tipo de livro e admito que estou louca para ler esse, eu já tinha visto ele em alguns blogs, mas agora com sua resenha e essas cinco estrelinha eu já coloquei na listinha, haha.

    Beijão!
    Lumusiando

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