Rose passeia de bicicleta pelo bosque perto de casa, quando de repente é engolida por uma cratera no chão. A cena intriga os bombeiros que chegam ao local para resgatá-la: uma menina de onze anos caída na palma de uma gigantesca mão de ferro. Dezessete anos depois, Rose é ph.D em física e a nova responsável por estudar o artefato que encontrou ainda criança. O objeto permanece um mistério, assim como os painéis que cercavam a câmara onde foi deixado. A datação por carbono desafia todas as convenções da ciência e da antropologia, e qualquer teoria razoável é rapidamente descartada. Quando outras partes do enorme corpo começam a surgir em diversos lugares do mundo, a dra. Rose Franklin reúne uma equipe para recuperá-las e montar o que parece ser um robô alienígena gigante quase tão antigo quanto a raça humana. Mas, uma vez montado o quebra-cabeças, ele se transformará em um instrumento para promover a paz ou causar destruição em massa? Parte ficção científica, parte thriller, Gigantes adormecidos é uma história viciante sobre a disputa pelo controle de um poder capaz de engolir todos nós.
Ficção Científica | 328 Páginas | Editora Suma de Letras 

Rose, em seu aniversário de 11 anos, ganhou uma bicicleta, um presente tão esperado, e quando surgiu a primeira oportunidade saiu pedalando pela cidade até cair em um grande buraco que descobriu se tratar de uma gigante mão de metal.
Anos depois Rose se tornou física e trabalha em um projeto para desvendar os mistérios da mão, até que mais partes de um corpo feito de metal aparecem e ela se dedica a montar todo o gigante “robô”.
O livro é contado através de relatos gravados e escritos como entrevistas, diários e relatórios, alternando entre primeira e terceira pessoa, sendo a narrativa em terceira pessoa a mais predominante. Os diálogos são sempre entrevistas ou, suponho eu, telefonemas feitos sempre pelo mesmo homem com outros membros do projeto ou relacionado a eles. Esse personagem, o entrevistador, é misterioso já que seu nome não é revelado, nem seu “cargo”. Sabemos apenas que é alguém com grande poder, do mesmo nível ou maior que o Governo, a Nasa, o Exército, entre outros. 
Quando comecei o livro sabia muito pouco sobre o mesmo e não havia muita ideia de qual rumo a história iria tomar, o que poderia acontecer, sendo assim o livro uma grande surpresa para mim. Mesmo que tentasse pensar em algum caminho para o livro, eu não teria chegado perto dos acontecimentos da trama. Algumas coisas fogem muito do controle, e certos acontecimentos me deixaram muito chocada.
Foi meu primeiro contato com o gênero Ficção-científica e eu não poderia ter começado melhor. Gostei muito do fato do livro, de certa forma, ser sobre alienígenas, e isso me deixou muito curiosa para ler mais livros que abordam essa temática. Apesar de haver algumas coisas mais técnicas não é um livro difícil ou massante, mas sim muito fluido e de fácil compreensão.

Por seu método de narrativa não ser comum, não há tanto aprofundamento nos personagens, nos fazendo não saber tão a fundo detalhes de seus caráteres e pensamentos, apesar de Kara, umas das protagonistas, ter um grande destaque nessa parte já que a mesma tem uma personalidade forte sendo impossível passar despercebida. 
Também em consequência do método que o autor escolheu contar a história alguns acontecimentos, não são narrados na forma tradicional e sim colocados no meio das entrevistas e relatórios, não entregando diretamente o que aconteceu, mas não dificultando a compreensão. Eu gostei muito do modo que foi entregue alguns detalhes, já que dessa forma gera uma surpresa maior ao leitor.
O livro nos mostra o que governos de países são capazes por grandes descobertas e armas de grande poder. Conseguimos perceber como algumas pessoas estão dispostas a fazer coisas cruéis para chegar aos seus objetivos, nesse caso, fazer o robô gigante funcionar.
A trama do livro é geralmente uma das coisas mais importantes, e como já disse, nesse caso ela não nos decepciona. No decorrer da leitura fiquei me perguntando se o livro realmente havia necessidade de continuação, mas com o tempo o autor vai abrindo caminho para um segundo livro, mostrando que a história não será fechada em Gigantes Adormecidos, e o final realmente prova isso, e o mesmo foi um grande tapa minha na cara.
Não vejo a hora de poder ler Deuses Renascidos e ter as respostas que tanto anseio depois daquele final!
24 anos. Ama escrever e falar pelos cotovelos.
Posts criados 98

3 comentários em “Gigantes Adormecidos – Sylvain Neuvel | Resenha

  1. Oi, Aline! Tudo bom?
    Eu sou apaixonada por essa capa, absurdamente apaixonada. Mas vi algumas resenhas que me deixaram com um pé atrás com a história – pelo fato de não ter personagem tão bem aprofundado, principalmente. Não costumo me ligar a histórias se não me ligo aos personagens, e parece ser o caso.
    Talvez ainda dê uma chance pro livro, quem sabe!
    Adorei a resenha. E que legal teu primeiro contato com scifi ter sido tão positivo 😀

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    http://www.queriaestarlendo.com.br

  2. Oi, Aline

    Eu não costumo ler ficção científica, é um dos gêneros que menos curto. Não sei se leria esse livro justamente por isso e porque não curti muito esse estilo de narrativa que você mencionou, curto o maia tradicional, arroz com feijão. Hahahab
    Nem sabia que ia ter continuação, tomara que você goste.

    Beijos
    – Tami
    https://www.meuepilogo.com

  3. Olá, Aline.
    Na época que lançou esse livro eu fiquei bem interessada nele, sem falar nessa capa linda. Mas dai comecei a ler as resenhas e desanimei um pouco. E também acho que vou esperar lançar todos para ler, mas ainda quero ler ele sim.

    Prefácio

Deixe um comentário para Denise Flaibam Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts relacionados

Procura algo? Digite aqui e clicle em enter para pesquisar. e ESC para sair

A moda presente nos romances de época Autores nacionais para conhecer Um clichê, um livro Conheça os contos de Blackout Review: Um amor desastroso