Para conquistar um libertino – Suzanne Enoch | Resenha

Uma governanta nunca deve ficar sozinha com um homem (sua reputação deve ser imaculada, sem qualquer traço de escândalo).

Uma governanta nunca deve questionar as ordens de seu empregador (mesmo quando ele estiver claramente errado).
Uma governanta nunca, jamais, deve se envolver com alguém de uma classe superior (mesmo que esse alguém lhe ofereça sussurros sedutores, propostas indecentes e beijos devastadores…).


Se não fosse por um lamentável incidente em seu último emprego, Alexandra Gallant não seria obrigada a aceitar um cargo na casa de Lucien Balfour, famoso por sua reputação de libertino, pela beleza pecaminosa e pela completa falta de decência. Agora, com a responsabilidade de ajudar a prima do conde Balfour a entrar na alta sociedade, Alexandra sabe que precisa fazer um bom trabalho para eliminar os vestígios de escândalos passados, e conde nenhum vai desviá-la de seu objetivo, nem que para isso ela precise lhe ensinar todas as regras de decoro imagináveis.

Obrigado a ajudar sua prima Rose a arranjar um bom casamento, Lucien Balfour, o conde da Abadia de Kilcairn, já está cansado antes mesmo de começar. E é por isto que a ideia de contratar uma governanta que esteja empenhada em ensinar sua prima bons modos é tão bem vista. E assim ele contrata a srta. Alexandra Gallant, uma jovem que precisa desesperadamente de uma oportunidade de emprego.

Após ter seu nome em um odioso escândalo, Alexandra vê uma oportunidade perfeita ao trabalhar na casa do conde. O problema é que ele não a vê simplesmente como uma governanta, mas como uma possível amante, e Lucien não vai descansar até conseguir seduzi-la e leva-la para cama.

Se você já leu Um amor de vigarista da Laura Lee vai achar a sinopse bem parecida com essa obra, e sim, elas parecem mesmo, porém com algumas diferenças, mas é impossível não comparar com o outro. E se o primeiro já tem alguns problemas devido ao desenvolvimento rápido, esse aqui também tem.

Amanda é uma mulher que tem um passado complicado, então ficamos curiosos para saber o que de fato aconteceu em seu último emprego. Mas uma coisa que eu não entendi bem foi sua relação com o tio, e que teve uma resolução confusa também no final do livro. Fiquei só o meme da Nazaré sem entender bem o que tava acontecendo.

Mas fora isso, Amanda é uma mulher bastante controlada, com uma frieza exemplar para desviar dos avanços de Lucien, o que o deixa mais ansioso ainda para tê-la em sua cama.

Lucien por outro lado é conhecido como um dos maiores libertinos de Londres, o que complica algum de seus objetivos, como conseguir uma noiva. Ele também esconde um segredo e é bastante cínico, coisa que fica óbvio desde a primeira aparição de sua prima e tia em sua vida. O escárnio com que ele as trata é meio forte e até então confuso. Você fica sem entender o porquê dele ser assim com elas, mas se tem uma coisa que me incomodou no desenvolvimento do personagem é a falta de respostas. Ele tem um passado que não tem aprofundamento algum e pouco dá luz ao motivo de ser tão cínico. A autora trouxe uns argumentos supérfluos que não colaram e só mostram o quão pouco desenvolvido ele foi.

Acho que toda a história ficou faltando alguma coisa a mais, não sei o quê. Estes pequenos problemas de desenvolvimento me incomodaram ao longo da leitura mas nem por isso atrapalhou o ritmo. O livro é leve e os comentários ácidos de Lucien são o ponto alto da obra, e suas interações com Amanda também são ótimas.

Infelizmente não foi o melhor livro de época que eu li, mas eu gostei do enredo e espero que alguma outra autora tenha mais êxito nesse tipo de fórmula.

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4 thoughts on “Para conquistar um libertino – Suzanne Enoch | Resenha

  1. Olá, Miriã.
    Eu estava ansiosa por esse livro, mas já dei aquela diminuída nas expectativas. Esperava encontrar erros de revisão, que sempre acontece nos livros da editora, mas uma história confusa não. Mas ainda quero ler hehe.

    Prefácio

  2. Olá,
    Primeiro já me senti atraída só pela capa. Não conhecia esse e nem li o livro de comparação, mas é ruim quando acontece, né, mesmo romances de época sendo no geral bem similares. Essa sensação de que falta algo realmente incomoda e é uma pena, mas é romance de época e eu sempre quero ler, mesmo com problemas assim.

    Beijo!
    http://www.amorpelaspaginas.com

@blogcapitulotreze

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