UM AMOR PROÍBIDO AMBIENTADO NO EXPLOSIVO MUNDO DA NBA…
Você acha que sabe como é ser a garota de um jogador?
Você não sabe.
Meu conto de fadas está de cabeça para baixo.
Um felizes para “nunca”.
Eu beijei o príncipe e ele se transformou em um sapo.
Eu era uma tola, e seu amor – uma fraude.

Agora tem um novo jogador na partida, August West.
Uma das estrelas mais brilhantes da NBA.
Bom. Proibido.
Ele me quer. Eu o quero.
Mas o meu passado, meu príncipe enganador, não quer me libertar.

Prestes a jogar o último jogo dos playoffs antes de entrar de vez na NBA, August resolve ir a um bar para esfriar a cabeça. Enquanto bebe sua cerveja, seu olhar segue o de uma jovem garota que grita irritada para a TV do lugar. Aparentemente ela é uma fã de basquete e está revoltada com a marcação do juiz.

August se apresenta e descobre que a mulher se chama Íris. Íris está prestes a terminar seu último ano na faculdade e não poderia estar mais animada em enfim começar sua carreira jornalística. Ela e August passam algumas horas conversando sobre tudo e nada, uma conexão imediata surgindo e os envolvendo. Mas o encanto se quebra ao final da noite quando Íris revela que tem um namorado, e não qualquer cara, mas Caleb, um dos rivais de quadra de August.

Achando que nunca mais iriam se encontrar, eles se despendem com aquela sensação incômoda de que algo poderia ter sido feito. O tempo passa e August começa sua carreira no Waves, um time de base de basquete, e Íris, que achava que começaria sua vida após a faculdade com o pé direito, descobre estar grávida.

É aí que a vida dela dá um giro de 360º. Presa em casa com uma gravidez inesperada e de alto risco, Íris fica cada vez mais dependente de Caleb, algo que ela nunca desejou. E quanto mais ela tem seus desejos deixados de lado, mais o namorado começa a sufocá-la com exigências.

Long Shot é uma história trágica de amor que vai abordar relacionamento abusivo. Apesar de August estar ali como parte central da trama, o enredo é muito mais focado em mostrar as nuances da relação explosiva que Íris vive com Caleb, que começa inocente mas depois passa a ser um verdadeiro pesadelo.

Íris nasceu em um lar desestabilizado e ao ver a mãe depender a vida toda de homens, muitas vezes trocando sexo por um teto, ela jurou a si mesma jamais viver da mesma forma. Mas assim que se descobre grávida e impossibilitada de trabalhar, as circunstâncias mostram que talvez Íris viverá a mesma coisa.

Caleb parecia ser o homem perfeito, mas com o passar do tempo, o excesso de cuidado se torna algo impossível de controlar. Ele quer Íris 24h pra ele, disposta a fazer tudo o que ele deseja, sem contato com outros homens ou amigos, muito menos família. E é nessa gaiola de ouro que ela vai vivendo, até que decide não suportar mais viver assim… só que aí já é tarde demais. Caleb consegue criar uma armadilha tão grande que Íris acaba literalmente sem opções, a não ser ficar.

E se você acha que a história só se limita a mostrar os abusos psicológicos, se prepare para as cenas pesadíssimas e gráficas de violência física e sexual. Caleb bate, abusa, estupra Íris e a mantém refém de uma forma louca e desesperadora. São cenas sensíveis que podem desencadear gatilhos, então atenção.

E no meio de tantas coisas ruins, existe o August. August foi colocado na história como um contraponto ao temperamento de Caleb. A autora o usou no enredo não somente para trazer um interesse amoroso para a protagonista, mas também para mostrar que existem homens decentes, que respeitam as mulheres, que não são abusivos e que as apoiam, independente de suas decisões.

O processo de cura de Íris é muito intenso e não é facilmente resolvido com uma página e terapia. Existe todo um processo que a autora vai desenvolver, e nesse interim, o relacionamento com August começa a aflorar.

Não está no papel a miríade de emoções que esse livro passa para você. A sensibilidade na escrita em meio a tantas cenas grotesca nos faz perceber que qualquer mulher pode se tornar uma Íris. A autora nos traz tantas lições maravilhosas a respeito do tema, não somente para entender os sinais desse tipo de situação, mas também para entender que a mulher jamais é a culpada, e que sair desse tipo de relação requer muito mais coragem do que a gente realmente pensa. Vários fatores precisam ser levados em consideração, e infelizmente nem sempre as mulheres que conseguem fugir desse problema acabam com vida.

Por isso, Long Shot é uma leitura bastante recomendada. É um livro tocante, que fala com você, que traz reflexões, muda a sua forma de pensar. Simplesmente maravilhoso!

Hoops #1 | 593 páginas | Editora The Gift Box

24 anos. Ama escrever e falar pelos cotovelos.
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2 comentários em “Long Shot – Kennedy Ryan | Resenha

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