O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina – um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social.
Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes – melancólica e com uma inteligência mordaz.
Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios?
O Começo de Tudo é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos.

Jovem adulto | 288 páginas | Editora Novo Conceito 


Sabe quando você demora anos para abrir um livro e quando o faz, termina ele em poucas horas, mas ainda fica com aquela sensação de não saber se gostou ou não da leitura? O começo de tudo foi exatamente assim. Comprei o livro na Bienal de Brasília em 2016 e perdi completamente o interesse, até que lembrei que ele existia quando fui fazer um limpa na estante e resolvi arriscar na leitura.
Li algumas resenhas antes de começar a obra para ter uma ideia do que esperar. Não sei porque mas tinha colocado na cabeça que o livro seria mórbido, que teria uma narrativa enfadonha e que provavelmente me causaria sensações estranhas. Acertei uma de três haha mas afinal, O começo de tudo se mostrou um livro até certo ponto muito interessante e inspirador.
Minha autoria
Ezra Faulkner é o capitão do time de tênis, namorado de uma das garotas mais populares da escola, o garoto de ouro. Ele acredita que cada um tem sua tragédia pessoal e que ela sempre irá acontecer, e a dele resolveu começar poucos minutos depois de pegar sua namorada Charlotte o traindo com outro cara em uma festa. Assim que sai de lá, Ezra é atropelado por um motorista bêbado, acabando com seu joelho e com sua carreira no tênis.

O mais estranho sobre o ouro é que ele pode embaçar rapidamente.

Agora andando com uma bengala e ainda fazendo fisioterapia, o último ano da escola vai começar mas Ezra já não se sente o mesmo. Mesmo que seus amigos do time ainda insistam em conversar com ele como se nada tivesse mudado, Ezra não se sente mais parte daquele grupo. Ver sua ex-namorada agora no colo de seu melhor amigo e ter que lidar com os olhares de pena de algumas pessoas é coisa demais para ele, assim ele vai começar uma jornada de autodescobrimento para realmente saber quem é Ezra Faulkner depois do acidente.
Ele volta a andar com Toby Elicott, seu ex-melhor amigo nos tempos do colegial, e a galera dele, o pessoal do grupo de Debate, apesar de ainda não ser muito bem vindo. Mas tudo muda quando uma garota nova começa a estudar na mesma escola de Ezra, seu nome é Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de todas as pessoas que Ezra já conheceu um dia, e ela a faz se sentir vivo outra vez. Juntos eles irão descobrir quem querem ser ao mesmo tempo que um sentimento acolhedor se faz morada no coração de cada um.
Minha surpresa com esse livro foi descobrir que ele era um YA, porque mesmo tendo lido a sinopse umas mil vezes, eu ainda não tinha me tocado disso, e apesar do início ser meio enfadonho, Ezra é um protagonista muito fácil de gostar e de sentir empatia, e isso contribuiu muito para a leitura. Ele narra sua história antes do acidente e vemos como ele se recupera no depois. Ezra ás vezes me pareceu meio chato, como um velho num corpo de adolescente por ter pensamentos maduros demais para a idade, mas na verdade esses tais pensamentos são os que fazem o leitor refletir sobre o verdadeiro significado da vida, de crescer, de se descobrir. Uma coisa legal justamente na narrativa é que ela consegue ser poética sem ser forçada demais, e ao mesmo tempo divertida, afinal, ainda estamos falando de adolescentes que ainda gostam de bebedeiras e sexo.
Minha autoria
Cassidy era um mistério e uma personagem complexa. Sabe quando você já sabe que a personagem esconde algo por trás daquilo que ela passa? Cassidy causou essa impressão em mim, e mesmo tendo só descoberto o que aconteceu com ela no finalzinho do livro, que por sinal eu já suspeitava, eu ainda fiquei com um pé atrás com a personagem, talvez seja porque imaginei que ela quebraria o coração de Ezra de alguma maneira, e nesta altura do campeonato eu já gostava dele, por isso acabei não confiando muito nela. No fim, não me surpreendi muito com Cassidy, mas gostei de ver que através dela e Toby que Ezra pode enfim conseguir tomar as decisões certa a respeito de si mesmo e dos outros.

Como sempre, ela me deixava querendo mais e imaginando como seria se eu conseguisse.

Toby é um personagem que trás alívio cômico a obra, não que ela seja pesada, mas como falei, Cassidy e Ezra ás vezes se perdiam em pensamentos muito “reflexivos”, e é Toby que consegue aliviar o clima com suas piadas e seus comentários sarcásticos. Vou comentar aqui somente que Charlotte é estereótipo de popular que só se aproxima dos outros por benefício próprio, e que muitas vezes queria ter arrastado a fuça dela no asfalto. Não é a toa que Ezra a culpa ao menos um pouco pelo acidente, e ainda mais porque Charlotte e seus amigos do time nunca foram visitá-lo no hospital, nem sequer prestaram socorro a ele quando o acidente aconteceu a poucos passos da casa onde acontecia a tal festa. Dá pra ver que eu peguei um ranço dessa galera, né?
Minha autoria
E somente não dei cinco estrelas pela obra por causa do final. Eu sou daquelas românticas que sempre querem ver todos os pingos nos is, e todo mundo feliz, mas não é bem isso que acontece. Fiquei um pouco chateada com o rumo que a história tomou, não que não tenha sido satisfatório, mas a autora poderia ter feito ao menos uma caridade para os leitores haha. É claro que eu fui procurar pra ver se o livro não tinha um spin-off, e fiquei mais frustrada ainda ao saber que não, O Começo de Tudo infelizmente é volume único.
Ele me lembrou alguns livros do gênero como Eleanor e Park e Os Adoráveis. São livros que eu já li e gostei muito, e super indico também.
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23 comentários em “O começo de tudo – Robyn Schneider

  1. OOi Miriã, adorei a resenha fiquei com vontade de conhecer a historia mas com receio ao saber que o não foi o final que tanto esperava, também sou dessas que gosta dos pingos nos is, e viveram felizes para sempre haha!
    Sua resenha ficou maravilhosa, parabéns.
    Beijos boa semana
    bellapagina.blogspot.com.br

  2. Não é o livro que me desperta vontade de ler, apesar da sua resenha adorável ♥ Já passei da fase dos YAs rs Além disso tenho um palpite de como acaba (e se eu estiver certa, esses finais me agradam, pra ser sincera)… hj mesmo vi algm no face se lamentando – mas sem dar spoiler – pelo final de Eleanor & Park (que nunca li) aí agora lendo essa resenha eu somei 2+2 kkkkkk
    Achei esse nome meio jogadão aí, meio novelesco kkk, mas amei a capa! s2s2
    Beijãooo Miriã!

    http://www.cafeidilico.com

  3. Também tenho livros na estante que na hora de comprar, estou a fim de lê-los, porém, depois acabo deixando para lá e lendo outros.
    É a primeira que vejo algo sobre esse livro e fiquei com um pé atrás porque os protagonistas me parecem bem aquele clichê de adolescentes que se tornam muito adultos e tudo, mas, isso funciona com alguns livros e acho que posso gostar dele.
    Sinceramente, fiquei curiosa com ele, mas um pouco receosa de me decepcionar, não sei porquê, mas, meio que tive essa sensação.
    Vou colocá-lo na minha porque, se eu o ler, quero ver o que vai virar.

    Adorei a sua resenha, como sempre. É triste quando queremos uma continuação e o livro não tem, né? Passei isso com uma das minhas últimas leituras.

    Beijos,
    Magia é Sonhar

  4. Oi, Miriã tudo bem? Juro que durante a leitura estava acreditando que vocÊ daria umas duas ou três estrelas para o livro, rs.

    Bom, desde quando foi lançado não é um livro que me chama atenção. A sinopse não me atrai tanto, a capa também não. Mas uma coisa que gostei de saber é que é um livro que tem um tom poético. Eu amo isso!

    Bjão.
    Diego, Blog Vida & Letras
    http://www.blogvidaeletras.blogspot.com
    Instagram: @vidaeletras

  5. Oi, Mika!
    Eu li esse livro há anos, nem lembrava bem a sinopse.
    E eu gostei muito quando li, apesar de que como você ficou meio chateada com o final um tanto aberto. Também gosto dos pingos nos is, hahaha.
    Lembro que gostei muito do Ezra e li o livro rapidinho também.
    Eleanor & Park eu tenho, mas não li ainda, todo mundo fala que ama, mas odeia o final, então estou me preparando, hahaha. E Os Adoráveis eu detestei.
    😛

    Beijoooos

    http://www.casosacasoselivros.com

  6. Oi, Di. Sinceramente, o livro não é tão impressionável, mas é uma história agradável e eu realmente gostei do enredo e dos personagens. A forma como a autora traz alguns questionamentos é bastante poética e eu mesma que não curto isso, até que gostei.

  7. Oi, Teca. Li Os adoráveis duas vezes e somente na segunda gostei, até porque a Katie não é uma personagem fácil de gostar.
    Agora Eleanor e Park é uma história muito fofa, mas o final também é uma bosta, mas tomara que goste.

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