“Nunca julgue um livro pela capa”. Geralmente é isso que nós, leitores, tentamos fazer. Mas é óbvio que nem sempre levamos isso ao pé da letra, certo? Quantas histórias já julgamos somente de olhar para a capa que ela tem? Eu fiz muito isso e na maioria das vezes, estava certa, a história nem era tão boa assim. Mas sempre tem aqueles casos atípicos que realmente nos surpreendem de tão bom que o livro é, e fazem a gente pensar o porquê que as capas são tão feias. Neste post, vou falar de especificamente três livros que eu julguei sim pela capa, mas que no fim, acabei amando suas histórias!

Pressia pouco se lembra das Explosões ou de sua vida no Antes. Deitada no armário de dormir, nos fundos de uma antiga barbearia em ruínas onde se esconde com o avô, ela pensa em tudo o que foi perdido — como um mundo com parques incríveis, cinemas, festas de aniversário, pais e mães foi reduzido a somente cinzas e poeira, cicatrizes, queimaduras, corpos mutilados e fundidos. Agora, em uma época em que todos os jovens são obrigados a se entregar às milícias para, com sorte, serem treinados ou, se tiverem azar, abatidos, Pressia não pode mais fingir que ainda é uma criança. Sua única saída é fugir.Houve, porém, quem escapasse ileso do Apocalipse. Esses são os Puros, mantidos a salvo das cinzas pelo Domo, que protege seus corpos saudáveis e superiores. Partridge é um desses privilegiados, mas não se sente assim. Filho de um dos homens mais influentes do Domo, ele, assim como Pressia, pensa nas perdas. Talvez porque sua própria família se desfez: o pai é emocionalmente distante, o irmão cometeu o suicídio e a mãe não conseguiu chegar ao abrigo do Domo. Ou talvez seja a claustrofobia, a sensação de que o Domo se transformou em uma prisão de regras extremamente rígidas. Quando uma frase dita sem querer dá a entender que sua mãe pode estar viva, ele arrisca tudo e sai à sua procura.Dois universos opostos se chocam quando Pressia e Partridge se encontram. Porém, eles logo percebem que para alcançarem o que desejam — e continuar vivos — precisarão unir suas forças.

Eu não sou muito fã de distopias, ficção ou fantasia e Puros abrange exatamente isso. Ganhei o livro da minha mãe e achei a capa extremamente estranha. Lia a sinopse diversas vezes e não tinha vontade alguma de começar, até que dei uma chance e fiquei encantada pelo mundo criado pela Julianna. Ao invés do mundo dividido em castas, encontramos o Domo e as pessoas que vivem fora dele. Além dos personagens terem sido fundidos com objetos após a grande explosão que houve, então você não encontrará perfeição aqui. A história é maravilhosa, e cheia de personagens cativantes e fortes. É uma ótima indicação a todos vocês.

Em um subúrbio tranquilo de Londres, algumas mães se ajudam através de amizade, favores e fofocas. No entanto, algumas delas não parecem confiáveis e outras têm segredos obscuros. Quando Callie se mudou para seu novo bairro, pensou que seria fácil adaptar-se. Contudo, os outros pais e mães têm sido estranhamente hostis com ela e com sua filha, Rae, que também descobriu como é difícil fazer novas amizades.Suzy, seu marido rico e seus três filhos parecem ser a única família disposta a fazer amigos, mas, recentemente, a amizade com Suzy anda tensa. Ainda mais com a atmosfera pesada que pairou sobre o bairro após a chegada da polícia e o relato de um possível suspeito morando no bairro.O que Callie e sua pequena Rae podem esperar? Em quem confiar? E, sobretudo, como imaginar que certas atitudes rotineiras podem colocar em risco a vida de sua pequena filha? Verdades e mentiras parecem se esconder nestas pequenas casas.

Uma questão de confiança foi um dos livros que ganhei da minha mãe junto com Puros. Por ser grande demais, eu ficava com uma certa preguiça de ler, mas assim que o fiz, eu fiquei totalmente petrificada pela obra. O livro pode parecer meio bobinho no começo, mas assim que vamos adentrando mais na história, mais verdades são jogadas na nossa cara, deixando o leitor completamente embasbacado e surpreso. É uma história cheia de reviravoltas, com certeza muito interessante.

Sensível e tão real a ponto de fazer você se sentir parte da família, A filha da minha mãe e eu conta a história do difícil relacionamento entre Helena e sua filha, Mariana. A história começa quando Mariana descobre que está grávida e se dá conta de que, antes de se tornar mãe, é preciso rever seu papel como filha, tentar compreender o de Helena e, principalmente, perdoar a ambas. Inicia-se, então, uma revisão do passado – processo doloroso, mas imensamente revelador, pautado por situações comoventes, personagens complexos e pequenas verdades que contêm a história de cada um. 

Esse livro fala sobre as relações entre familiares e principalmente a mãe e seus filhos. Eu peguei esse livro emprestado na biblioteca da escola, e não dei nada a ele porque acreditava que a história seria chata e monótona, mas me surpreendi ao encontrar relatos de uma mulher que não se sentia amada por sua mãe, e assim, fui conhecendo melhor a família da Mariana, que tem seus altos e baixos como qualquer outra família. É um livro com um aprendizado e tanto. 
Estes foram alguns livros que eu trouxe para vocês, mas se preparem que tem muito mais! E vocês já leram algum desses ou tem algum livro que julgou pela capa e depois se surpreendeu?
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8 comentários em “Livros que julguei pela capa e me surpreendi – Parte 1

  1. Oi Mi, tudo bem??
    Eu sou dessas que julga pela capa e sei que perdi muitas histórias boas. Puros sempre tive vontade de ler… mas sempre me esqueço de comprar ele… acho a capa dele um estranho bem bonito, já os outros livros que citou, pelo título não me chama atenção… li as sinopses e realmente não são para mim. Continue trazendo estas postagens legais, porque eu adoro!!!!

    Xero!
    http://minhasescriturasdih.blogspot.com.br/

  2. Oi, Diana. Que bom que gostou! Puros é um livro bem julgado até pela própria editora que o vende a preço de banana, talvez por não ter feito tanto sucesso na época do lançamento, mas é um livro que eu amei e super indico!

  3. Hey, Mi!
    Adoro esse estilo de postagem! Você arrasa!!
    Acredita que tenho "Puros" há um bom tempo, e ainda não li. Mas ao contrário de você adoro a capa dele! haha. Já "A Filha da Minha Mãe e Eu" eu amo a capa, mas pela sinopse não daria nada. Agora fiquei com vontade de ler!
    O único que realmente não me chama atenção, nem pela capa, nem pela sinopse, é o "Uma Questão de Confiança".
    Mil beijokas – Entre um Livro e Outro

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