Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.Primeiro volume da série Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

Distopia, ficção científica, jovem adulto, fantasia | 448 páginas | Editora Rocco Jovens Leitores

Recebi Cinder de um best friend como presente de aniversário, e assim que ele chegou aqui em casa eu já fui ler a história. Após a Quarta Guerra Mundial, a Terra foi dividida entre humanos e ciborgues. Mesmo se erguendo aos poucos na Terceira Era, a Terra tem um inimigo mortal: os lunares. Os lunares são seres humanos que conseguiram habitar a Lua por muitos anos. Devido a isso, eles desenvolveram poderes especiais e são capazes de controlar a bioeletricidade dos terráqueos, podendo controlar suas mentes. Levana é a rainha deles e controla seus súditos através do medo e da admiração. Há anos ela vem ameaçando a Terra com uma guerra, que pode ser revertido com um acordo entre eles. O problema é que Levana quer condições que ninguém está disposto a aceitar.
Cinder é uma ciborgue e por ter essa condição, ela é a melhor mecânica da cidade de Nova Pequim, capital da Comunidade das Nações Orientais, que é onde vive com a guardiã legal Adri, e as duas meia-irmãs Peony e Pearl.

Cinder chegou aos 11 anos na casa de Adri e desde então é a única que trabalha na casa, sustentando os caprichos da madrasta que a trata como uma inferior por ser uma ciborgue. A única que realmente gosta dela é Peony, sua irmã mais nova de catorze anos, e Iko, um androide servo que segue Cinder para onde ela vai.
Justamente por saber consertar tudo, o Príncipe Kai, futuro imperador da Comunidade, aparece em pessoa no estande da feira onde Cinder trabalha para pedir que ela conserte Nainsi, uma andróide do príncipe que parou de funcionar. Em busca de peças para fazer o conserto, ela, Iko e Peony vão a um ferro velho, mas Peony acaba sendo contaminada pela letumose, uma doença que vem deixando vários mortos ao longo dos anos e que ainda não possui uma cura.
Adri acredita que foi por causa de Cinder que Peony foi contaminada e fará de tudo para punir a garota. Assim que volta para casa Cinder descobre que sua guardiã a voluntariou para ser uma das cobaias para experimentar o antídoto que combate a doença. O problema é que nenhum dos ciborgues que foram recrutados conseguiram sobreviver.
Mesmo resistindo, ela acaba indo parar no palácio onde se encontra com o médico responsável pelo antídoto, o Dr. Erland. Após fazer as coletas de sangue de Cinder e inserir o vírus da letumose nela, o Dr. não só descobre que Cinder é imune a doença, como também algo mais importante que irá mudar completamente a vida da garota.
Eu tentei fazer um resuminho básico da história mas são tantos pontos que fica impossível citar todos, ao mesmo tempo que se não citá-los, fica faltando uma boa parte para que vocês entendam a grandiosidade dessa obra. Cinder é uma distopia e eu já havia lido esse livro há alguns anos atrás. Como parei no livro dois, resolvi que precisava reler todo o primeiro livro para dar continuidade a série e calhou do meu amigo me perguntar qual livro eu queria de aniversário, e tcharam, li a história!
Assim como anos atrás, eu fiquei mais uma vez apaixonada pelo mundo criado pela Marissa Meyer, pela Cinder, Kai, Iko, Peony e um ódio mortal de Levana e Adri, claro. O livro é uma releitura futurista de Cinderela e você percebe vários elementos da história original, só que Cinder é mil vezes melhor.
Pra quem curte tecnologia ou entende um pouco vai se encantar com tantas descrições que a autora faz sobre o tema na obra. O mais legal é que torna o enredo algo palpável, porque se tivéssemos uma Quarta Guerra Mundial, acredito eu que a tecnologia reinaria, assim como viveríamos ao lado de robôs de inteligência artifical, que é algo que já estamos vendo nos dias atuais, então a autora não cria algo tão absurdo assim, tão utópico.
Cinder é uma personagem muito gente como a gente. Uma adolescente de 16 anos que tem seus medos, inibições, fraquezas, mas um coração puro e forte. Ela se sente deslocada porque a família, exceto Peony, não a trata bem por ser uma ciborgue, algo que é motivo de bastante preconceito na sociedade onde vive. Mesmo assim, ela é trabalhadora, se esforça e procura um jeito de fugir dali.
Iko é um androide muito divertida e cheia de comentários sarcásticos, ao mesmo tempo, tem uma ingenuidade infantil que dá vontade de abraçá-la. Sendo o braço direito de Cinder, a personagem ainda trará muitas surpresas durante a série e terá sua própria duologia mais a frente. Peony também é uma fofa e tem uma cumplicidade com Cinder relevante para a história, mas infelizmente a mãe é tão tóxica que pouco ela pode fazer para defender a meia-irmã.
A trama também fala sobre os jogos políticos e de poder que acontecem entre a rainha Levana, a vilã da série que consegue ser absurdamente má e terrível, e o Princípe Kai, que no começo me pareceu muito com Maxon, de A Seleção, mas que conseguiu mostrar garra, gentileza e força quando precisou. Seu desenvolvimento se dará nos outros livros da série onde ele precisará tomar decisões que não somente afetarão a si, mas o povo da Comunidade.
A escrita da autora é maravilhosa, ela não é em nenhum momento arrastada e você se sente imerso no mundo que ela criou. Seus personagens são carismáticos, você torce pra tudo dar certo e o livro termina com aquela bomba que você se sente obrigado a ir correndo ler o segundo livro. É muito difícil falar sobre fantasia/distopia que você curtiu muito, porque a gente comenta e comenta mas parece que não falou nada, o que eu só quero deixar é: LEIAM ESSE LIVRO! ELE É MARAVILHOSO DEMAIS E PRECISA SER CONHECIDO.

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16 comentários em “Cinder – Marissa Meyer | Resenha

  1. Oii Mika

    Ah amando tuas últimas leituras, eu tenho Um tom mais escuro de magia pendente pra ler e Cinder é uma série que simplesmente amo. O primeiro livro não gostei tanto, gostei mas não ao ponto de amar, porém no segundo livro me rendi e fiquei encantada pela série que a Marissa escreveu ( te prepara porque cada livro vai ficando melhor ainda conforme os novos personagens vão aparecendo).

    Beijos

    http://www.derepentenoultimolivro

    ** O novo cabeçalho do blog ficou lindo!

  2. Oi, Mi!
    AAAAAAAAAAAAA TU TÁ LENDO AS CRÔNICAS LUNARES ASKJFNASUOASGBOASGBUOASGB
    Eu vivo e respiro essa série, preciso juntar com a Lu e com todo mundo que ama pra montar clubinho de veneração à Marissa. Daqui pra frente é só surto, te prepara. Esse é o tipo de série que só melhora com o passar dos volumes, chega num ponto que tu só fica rolando pelo chão de tanto amor por todos os personagens.

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    http://www.queriaestarlendo.com.br

  3. Oi, Mika!
    Eu amo a capa desse livro, mas nunca tive muita vontade de ler. Eu tenho ele em e-book, mas só vai ficando para trás, pois nem lembro que ele existe hahaha Não sei se é a premissa ou alguma outra coisa que não me deixa ler, mas vou tentar fazer um esforço depois de ler sua resenha!
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

  4. Oi, Lu
    Eu estou gostando cada vez mais do Kai, ele é meio paradinho e sem graça, mas ao longo da série está evoluindo muito e tô curtindo isso.
    Estou amando, quase terminando Cress e já sentindo falta da série que ainda nem terminei haha

  5. Oi, Alice
    Eu simplesmente amei Um tom mais escuro de magia, estou me surpreendendo muito com essa trilogia da Victoria.
    Ao mesmo tempo estou amando a série da Marissa, já tinha lido Cinder antes e amado, pra mim ele é melhor que Scarlet, mas Cress tem me surpreendido muito também.

  6. Oi, Mari
    Acho que se você começar, pode acabar gostando. Eu tenho isso com fantasia também, enrolo horrores porque sei que não vou curtir, mas se dou uma chance no início, acabo me surpreendendo com o resto.

  7. Oi Mi, tudo bem? Eu não gosto de ler livros que recontem contos de fada, sempre passo longe, não quero estragar história que fizeram parte da minha infância. Quando li opiniões sobre esse livro era essa a impressão que eu tinha, mesmo sendo algo diferente, por isso ele não estava na minha lista de desejados, mas depois de ler a tua resenha fiquei muito curiosa pra conhecer essa história.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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