Apenas amigos. Somos apenas amigos. Não, sério. Ela é só minha melhor amiga. Arizona Turner é minha amiga desde a quarta série, mesmo quando a gente “se odiava”. Acompanhamos a vida um do outro desde o primeiro beijo, a primeira vez, e somos uma constante na vida do outro quando os bons relacionamentos ficam ruins. Até nossas faculdades ficavam a minutos de distância uma da outra.Com o passar dos anos, e apesar do que dizem por aí, nunca ultrapassamos nenhum limite. Nunca sequer pensei a respeito.Nunca quis. Até que, certa noite, tudo mudou. Pelo menos devia ter mudado…Apenas amigos. Somos apenas amigos. Só estou dizendo isso até descobrir se ela ainda é “apenas” minha melhor amiga.

Romance | 400 páginas | Editora Universo dos Livros 

Carter James Arizona Turner se odiavam na quarta série. A implicância entre eles era tanta, que eles acabaram se tornando melhores amigos, daqueles que você pode contar absolutamente tudo, desde o primeiro beijo ao primeiro amor. Prestes a terminarem a faculdade e ingressarem de vez nos cursos que realmente querem, Carter quer fazer Direito e Ari, Gastronomia, eles aproveitam os últimos meses juntos antes de Ari se mudar para Cleveland. 
Ninguém acredita que eles sejam melhores amigos que nunca tentaram cruzar a linha, e é por isso que as namoradas de Carter sempre implicam com Ari, porque ele faz absolutamente tudo por ela. Até que em um dia comum, Carter começa a perceber algo em Ari que nunca havia reparado antes. De repente, o desejo e a atração sexual antes reprimida começam a aparecer e controlar esses novos sentimentos por sua melhor amiga se torna difícil.
Eles então cedem e acabam ficando, criando uma rotina envolta em sexo e sensualidade, quase ultrapassando os limites da amizade. Será que ambos conseguirão enxergar a força de seus sentimentos um pelo outro antes que seja tarde demais?
Eu amo de coração clichês de amigos que se tornam amantes, e não venham me falar que a história soa repetitiva porque cada autor escreve de um jeito, dando um viés totalmente diferente as histórias, e Whitney conseguiu fazer exatamente isso. 

Carter e Ari tem aquela amizade que todo mundo inveja mas também não entende. Amigos desde a quarta-série, eles compartilham absolutamente tudo, mas sem nunca gostarem um do outro em um contexto romântico. Acontece que o amor não nasce do nada na relação deles, na verdade ele já existe, só está encoberto pela camada da amizade, uma barreira que será quebrada ao longo da narrativa.
Carter é um amigo pra todas as horas. Ele literalmente deixa as namoradas e os amigos sozinhos se isso significar que Ari precisa de sua ajuda. Além de claro, ser mulherengo e gostoso como todo bom clichê. Ari também cai no estereótipo e já é mais centrada em seus relacionamentos, uma garota que precisa ter certeza de quem escolheu para dividir os seus piores e melhores momentos, o que não a ajuda em longo prazo já que todo cara, em sua maioria, quer transar e Ari não se sente pronta em boa parte do tempo. Eles são perfeitos juntos e todo mundo já percebeu isso, exceto os mesmos e ver o quanto essa tensão sexual entre eles vai ganhando forma, é o que me fez adorar o livro.

Eu a beijaria uma última vez, sem dúvida, mas, se ela me dissesse que me amava antes de partir, eu não me permitiria dizer a mesma coisa.

O livro tem uma escrita leve, divertida e retrata bem os diálogos de dois jovens de faculdade, então preparem-se para muitos palavrões e cenas regadas a conotação sexual. Mesmo assim, não acho que a autora pesa a mão. Ela na verdade traz elementos simples que conseguem ornar muito bem com toda a obra.
O final fica com aquela tensão que quase me mata de não sabermos o que vai acontecer. Meu coração fica retumbando que nem louco e o leitor lê as últimas páginas correndo porque não aguentamos de curiosidade.
Eu amei essa história. É clichê? Claro, mas é refrescante e eu adoro ver como as autoras recriam esse tipo de enredo sempre dando uma visão modificada da coisa, sem parecer uma cópia barata de outras histórias. Amei cada segundo e indico para quem ama uma comédia romântica.
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12 comentários em “Sinceramente, Carter – Whitney G. | Resenha

  1. Oi, Mika!
    Eu amo esse livro <3 Ele é bem clichê e não inova em quase nada, mas mesmo assim… Como não amar? Sem falar que amo quando o foco principal é a narrativa masculina e isso acontece nesse livro. Quando comecei a ler, não conseguia mais parar. Hoje ele está num lugar especial da estante haha
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

  2. Olá, Miriã.
    Eu já não gosto desse tipo de clichê porque só vem reforçar a ideia de que homens e mulheres não podem ser amigos sem ter algum tipo de interesse sexual escondido. Mas que bom que gostou do livro. Eu acho que não leria, ainda mais com essa capa hehe.

    Prefácio

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