Re(a)mar é um romance sobre a sobrevivência (ou não) de uma amizade e de um amor nas circunstâncias mais absurdas. Uma história às vezes, engraçada, às vezes, um pouco maluca , mas muito atual.

Um romance desapegado tem prazo de validade?
Com certeza, o leitor vai ficar curioso e não vai parar de ler até descobrir o final.

Livro cedido em parceria com o autor 

Re(a)mar conta a história de Mia e Tom, dois amigos que se conheceram em um curso de teatro. A amizade floresceu rapidamente e ambos se tornaram inseparáveis naquele verão. Mas era notável que Mia não enxergava Tom apenas como um amigo…

Entre altos e baixos na relação deles, acabaram ficando, mas para a tristeza de Mia, Tom não era o tipo de cara que se aquietava em um só lugar, por isso entrar em um relacionamento com ele, algo que ela gostaria e muito, não era uma opção.

Tom seguiu carreira na televisão e se mudou para São Paulo, enquanto Mia seguia sua vida na cidadezinha do interior em que nasceu e cresceu, trabalhando em uma editora de revistas. Apesar dos anos longe um do outro, assim que Tom surgia, era para Mia que ele ligava. E assim foram criando uma espécie de rotina: ele surgia, procurava ela, ficavam juntos e no outro dia, ele sumia outra vez. 


Mia até tentou ingressar em outros relacionamentos, mas a verdade é que ela ainda sonhava com o dia que Tom perceberia que ela era a mulher de sua vida, fato que estava demorando demais para acontecer… e assim o tempo foi passando. 

Essas idas e vindas deles são retratadas ao longo da história, mostrando uma amizade um tanto quanto abusiva vinda de Tom, visto que ele somente surgia na vida de Mia quando ele precisava de algo ou se sentia só. E ela, como uma boa trouxa que é, aceitava suas manias por poucas migalhas de sua atenção. A verdade é que Tom era muito egoísta e tinha atitudes bem negligentes quanto à sua amizade com Mia, e que infelizmente ela só aceitava porque gostava dele.

Apesar de achar Mia uma besta por aceitar os chiliques de Tom, que foram muitos, acreditem, eu não conseguia parar de me colocar na situação, afinal, eu também já fui uma Mia. Quantas vezes falei que não ia correr atrás de boy que não me valorizava, e quando o dito cujo surgia eu já não ia correndo atrás dele? Então apesar de achar que Mia poderia ter saído dessa situação há anos, eu não conseguia julgá-la em nenhum momento.

E você pode estar achando que o livro é pesado por esses defeitos de Tom, mas não, o livro na verdade é bem leve e divertido. O que chama tanta atenção aqui é a narrativa, o ponto forte da história. Temos um narrador observador, então além de nos mostrar a história de Tom e Mia, ele também tece seus comentários a respeito das cenas, que são bem irônicos e engraçados. Nota-se: o narrador também não gosta de Tom KKKKK. Foi muito fácil me inserir na leitura, que em uma hora eu torcia para Tom se redimir e ver a mulher incrível que era Mia, e noutras queria que ela deixasse esse nojento de lado e seguisse sua vida.

E apesar de todos os tombos que a protagonista leva ao longo do caminho, dá pra ver um crescimento notável dela na trama. Mia passa a perceber que sua relação com Tom não é tão legal assim, e que talvez ele nunca vá corresponder o amor que ela sente por ele, e assim começa a tomar a rédea da situação. Demorou? Sim, mas antes tarde do que nunca.

O final é bem legal também, mas eu senti que poderia ter um desenvolvimento maior a respeito de Tom. Como a obra foca mais na Mia, não consegui ver muito do desenrolar do personagem. Achei um pouco corrido e a autora poderia ter trabalhado. Mesmo assim é uma leitura bem divertida, simples e leve, e que passa muito rápido. Será que Mia enfim conseguirá se livrar de Tom? E ele vai passar a perceber o mulherão que ela era? É uma obra para qualquer momento, que vai te encantar pela narrativa e pela história desses dois. Recomendo!

Re(a)mar | 170 páginas | Publicação Independente

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19 comentários em “Re(a)mar – Carolina Schettini | Resenha

  1. Que gracinha de capa! Adoro quando a história é contada por um narrador irônico e engraçado, acaba tornando a leitura mais leve mesmo. Gostei de ser um livro bem curtinho, bom mesmo para distrair e passar o tempo. Acho que eu não seria #teamtom.
    Beijos

  2. Eu amo nossa literatura nacional e olha aí que gracinha de enredo. Tá, mesmo com os "xiliques" de Tom(isso irrita muito) e os vai e vem do enredo e claro, do casal.
    Como ainda não conhecia o livro, já vai pra listinha de desejados!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

  3. Acho que o que mais gosto de livros assim é ver a reviravolta ou no mínimo, um crescimento da personagem. Eu queria mesmo era que Tom fosse se lascar e ela achasse alguém que a merecesse, isso acontece na maioria dos livros? Não. Ele vai acordar um belo dia, ver que perdeu um tempão e assim por diante kkk Mas parece que é uma leitura boa, agradável, gostei das qualidades dele.

  4. Oi, oi!

    Olha, pra ser sincera, o enredo não me atraiu muito. Parece mais do mesmo em termos de história, a única coisa que achei interessante, foi o fato do narrador fazer comentários. Acho que isso deixa a narrativa mais divertida, assim como disse. Haha

  5. Oi, Miriã!
    Não gosto de personagens trouxas, sem atitude, acho algo bastante negativo essa atitude da Mia, em aguentar o modo como o Tom a trata só porque gostava dele… Mas achei bem diferente esse narrador observador, se até ele não gosta do Tom é porque o personagem não é lá essas coisas rsrs.
    Enfim, a trama de Re(a)mar não me atraiu, mas por ser uma leitora de livros nacionais se a oportunidade de ler surgir arriscarei a leitura sim 🙂
    Bjos!

  6. Olá, Miriã.
    Eu achei a capa desse livro bem bonita. Gosto de capas simples assim. E já fiquei aqui torcendo para numa dessa vindas dele dar de cara com ela feliz com um cara que realmente goste dela de verdade e ele ver o que perdeu.

    Prefácio

  7. É legal ler livros em que a personagem feminina tem um crescimento e amadurecimento,espero que seja o caso dessa leitura,realmente quem somos nós pra julgar a mia porque acho que todos fomos ou um dia serão um pouco como ela mas quando a gente acorda da vontade de gritar pro personagem sai dessa que é furada… Te valoriza mulher kkkkkk mas como não conheço a fundo a mia não posso comentar com precisão…

  8. Olá! Mas gente, confesso que para mim, é um pouco difícil acreditar que se trata de uma leitura leve e divertida, depois de ler essa resenha, já fiquei aqui com aquele famoso ranço do Tom, mas também com aquela curiosidade para saber com será o desfecho, ai ai ai não sei se meu coração aguenta uma leitura assim não.

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