Uma das coisas que tem me preocupado bastante lá no instagram é tentar trazer mais assuntos sobre bem estar e rotina. É um pouco difícil já que eu sempre falei de livros, mas se eu não posso ser eu mesma e falar de assuntos que eu quero nas minhas próprias redes sociais, onde mais eu poderei fazer isso?

Dito isso, este post é muito importante porque é uma espécie de desabafo. Eu sempre tenho comentado com vocês sobre as frustrações que é não ter certeza do futuro, das inseguranças que sinto quanto a emprego e etc, mas hoje o assunto é minha saúde mental.

Acho que eu nunca me preocupei de fato com isso se não fosse por causa das redes sociais. Expor a sua vida continuamente exige muita coragem e pode ser um trabalho desgastante. Quando a gente se obriga a sempre ser transparente com o seguidor, é abrir um espaço para ele ver quem você realmente e ser objeto de comentários e julgamentos.

Não é de hoje que eu sempre falo o quanto o instagram nos cobra um alto preço mental para estar lá. É uma relação abusiva em que você se esforça, sempre dá seu melhor e mesmo assim, parece que o retorno nunca vem. Ele mal reconhece o que você faz! E mesmo que muitos perfis grandes sempre falem para a gente ‘parar de reclamar do algoritmo’ e tenha mil dicas de como bombar por lá, eu acho que é mascarar o quanto a gente precisa trabalhar que nem um fdp pra conseguir o mínimo de alcance.

A gente não deveria ter que fazer 500 stories por dia para conseguir um engajamento, e normalizar esse excesso de trabalho numa rede social é errado e irresponsável. Isso cria um imaginário de que sempre temos que estar produzindo para alcançar as coisas, e na real, o instagram nunca foi sobre produzir. E de repente, bum! Você precisa vender o máximo que você conseguir pra ser notada pela rede social. É revoltante e mais revoltante ainda que tenham perfis que achem essa relação normal.

E aí que entra a questão da nossa saúde mental. As redes sociais viraram uma forma das pessoas competirem entre si. Quem tem mais seguidor? Quem tem mais engajamento? Será que eu não me esforcei o bastante para aquele conteúdo ter mais curtidas?

Esses questionamentos batem todo dia a minha porta, e me fazem pensar que eu sou um fracasso como criador de conteúdo, porque sim, as minhas fotos não chegam nem a 300 curtidas mesmo eu tendo 19 mil seguidores. E isso prova que meu conteúdo é ruim? Que eu sou incapaz de algo? Não! Mas fazer nosso cérebro entender isso é um constante processo, e enquanto isso não acontece, as inseguranças e a ansiedade surgem pra nos deixar mais baqueados ainda e questionarmos a todo mundo o que estamos fazendo.

E se a gente percebe que se em uma rede a coisa não tá tão boa, migramos para a próxima e assim todo um ciclo começa novamente. E eu me sinto constantemente obrigada a criar conteúdo mesmo quando não quero, mesmo estando chateada, mesmo sem ideia do que escrever… só pra não ser esquecida no rolê das redes sociais.

Mas uma coisa que eu tenho reparado é que não vai adiantar continuar assim, da mesma forma. Por isso, eu comecei a fazer algumas coisas para limitar meu acesso as redes sociais. Uma dessas coisas é focar mais no blog, trazer mais resenhas para cá, e no youtube, com um conteúdo mais sério e inspirador.

Inclusive tenho tentado diminuir meus stories no instagram, o que tem sido bem difícil porque eu amo falar, mas tentar postar só o essencial mesmo, e fazer posts no feed que realmente sejam relevantes para o meu público. Também estou tentando criar conteúdo no tik tok, mas eu confesso que me sinto um pouco obrigada a estar lá, então também é uma rede que vou tentar limitar ao máximo meu acesso.

Essas ações não vão mudar meu engajamento, nem me dar mais views ou curtidas, mas vai ajudar a minha mente a respirar, a não depender 100% das redes sociais, a conseguir um tempo para aprender coisas novas e tirar um tempo para mim. Inclusive eu tenho feito mais exercícios, incluindo dança e yoga, e isso mudou muito a forma como eu me sinto comigo mesma. Então acredito que se eu continuar assim, eu vou conseguir ter uma melhor qualidade de vida e não me frustrar tanto quando algo dá errado em um post que publiquei.

Enfim… mais um desabafo gigante, mas eu precisava realmente conversar sobre isso.

24 anos. Ama escrever e falar pelos cotovelos.
Posts criados 112

Um comentário em “Saúde mental e como as redes sociais acabam com ela

  1. Olá…
    Parabéns pelo post, acho de muita coragem expor tudo isso, é um assunto chato, mas que todo mundo passa por isso.
    Confesso que o instagram é a rede social que mais me desgasta, não tenho tantos seguidores quanto você, mas ainda assim é uma rede social que me desanima a cada vez que posto uma foto. Assim como você, também resolvi dar uma mudada e ultimamente ando pegando mais leve.
    Amei a sinceridade do post!

    Beijos

    http://coisasdediane.blogspot.com/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts relacionados

Procura algo? Digite aqui e clicle em enter para pesquisar. e ESC para sair

O que esperar da 3ª temporada de Sex Education 5 motivos para você ler O Inverno entre Nós A moda presente nos romances de época Autores nacionais para conhecer Um clichê, um livro