A luta de Emma contra uma vida doméstica abusiva chegou a uma conclusão sufocante nos capítulos finais de “Uma razão para respirar”. Agora todos de Weslyn sabem seu segredo, mas Carol não poderá mais feri-la.Alguns ainda são assombrados pelo horror daquela noite, e alguns devem enfrentar as consequências de suas próprias escolhas.
Fãs do romance de estreia de Rebecca Donovan vão descobrir que ainda há muito a aprender sobre a vida de Emma.

New adult, ficção | 560 páginas | Editora Pandorga | Essa resenha contém spoiler do primeiro volume da série 

Depois de ter sofrido o inferno na casa de seus tios, ter seu segredo revelado para toda a cidade de Weslyn, Emma enfim poderá recomeçar sob a tutela de Anna e Carl, os pais de Sara, que realmente se importam com ela. Agora ela só quer focar na sua ida a Stanford e em seu namoro com Evan. Mas nem tudo seria fácil. Desde que Emma quase morreu, sua mãe, Rachel, está instalada na cidade e quer de tudo restabelecer uma conexão com a filha. Então, antes de terminar o ensino médio, Emma resolve dar uma chance a mãe e passa a morar com ela.
Rachel porém é uma pessoa instável, alcoólatra, faz chantagem emocional a Emma e constantemente a culpa pela morte de seu pai. Mas Emma não irá desistir tão fácil, e agora ela tem o apoio de Jonathan, o namorado da mãe que tem 28 anos (mas que na verdade tem 24). Jonathan a entende e parece ter passado pelas mesmas situações que Emma quando mais jovem, e assim ela vai revelando a ele seus medos e preocupações mais obscuras. Mas essa amizade com ele trará mais ruínas a sua vida do que ela imaginou: sua mãe a acusa de tentar roubar o namorado dela e Evan começa a se sentir excluído da vida de Emma, ao mesmo tempo que Jonathan começa a mostrar estar-se apaixonando pela garota.


MINHA OPINIÃO
Depois do fim de tirar o fôlego de Uma chance para respirar, fui correndo ler o segundo volume da série para saber enfim o que aconteceria com Emma. Carol agora está presa, seus filhos e seu marido estão morando em outro lugar e Emma agora pode ter a vida normal que ela tanto quis. Mas a partir do momento que ela resolve lidar com sua mãe e morar com ela, Emma volta a trazer problemas para sua vida.
Rachel a odeia, não age como mãe e gosta de jogar alguns fatos dolorosos na cara de Emma quando bebe, mas assim que o efeito do álcool passa, ela pede desculpas e chora para que Emma não a abandone. E o que ela faz? Invés de dar um pé na bunda da mãe e se mandar, Emma resolve ficar na casa e sofrer mais humilhações possíveis. Isso sem contar ao namorado e a melhor amiga que tudo vai mal. Assim que Jonathan aparece, eu já imaginei que não iria gostar dele. Ele é aquele típico carinha badboy que vem salvar a menina de situações difíceis, e ele tem todos os atributos para você se apaixonar por ele, o problema é que já temos um mocinho crush favorito que seria o Evan, então porque diabos incluir um triângulo amoroso na história se o casal já está perfeitamente formado? Sinceramente, não sei. Só sei que as atitudes da Emma nesse livro me irritaram demais. No primeiro volume senti muita empatia pela mocinha, mas nesse só conseguia sentir raiva dela. 
Foto por Fábrica dos Convites
Jonathan só aparecia nos momentos mais inoportunos na casa de Emma, inclusive quando ela está somente de toalha, e ao invés dela cortar o barato dele e desencorajá-lo, ela só sabia ficar vermelha e não falar mais nada. E assim, vemos ela e Jonathan criando uma conexão muito estranha, onde ela começa a contar todos seus problemas e pesadelos para ele, deixando Evan (aquele boy que todo mundo ama e quer para si) de fora da jogada. Como gostar de uma personagem que claramente está fazendo as piores escolhas para a vida dela? Eu queria entrar na história e jogar um monte de coisa na cara da Emma, mas ok… não deu para fazer isso mas a minha raiva dela só crescia.
E o final foi bem como eu previa. Todas as escolhas erradas e mentiras de Emma acabaram explodindo na cara dela e Evan saiu muito magoado da jogada, mas eu só conseguia dizer “bem feito”. E por falar de Evan, ele está incrível nesse livro, como sempre, tentando fazer o papel de namorado que apoia e ama a namorada acima de tudo, mas convenhamos que a Emma não facilita né? Até a Sara que era melhor amiga a menina acabou afastando por causa de um macho,.. sério, produção?
Entenda que o livro não está ruim, longe disso, ele aborda o abuso emocional de uma forma muito bem explorada, porém, as atitudes da personagem principal acabou me irritando de uma forma considerável, por isso, acabei mudando minha nota do livro. Mesmo assim, se você ainda não leu a trilogia, não se acanhe somente por causa da minha resenha, acredito que muita gente sentiu o mesmo, mas Emma claramente ainda precisa muito o que aprender. Por isso, se você gosta de temas polêmicos em um enredo new adult, o livro é certo para você!
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10 comentários em “Quase sem respirar – Rebecca Donovan | Resenha

  1. Oi Mi, tudo bem??
    Não conhecia essa trilogia… mas fiquei bem curiosa, mesmo com as suas ressalvas. as capas são bem bonitas e os títulos bem fortes. Vou ver se acho eles em e-book, porque gostei demais da premissa… sempre tive vontade de ler algo semelhante essa temática… trabalhar com o emocional de alguém não é nada fácil. Gostei da dica. Xero!

    minhasescriturasdih.blogspot.com.br/

  2. Oi, Mi

    Eu li a resenha mesmo com o aviso de spoiler porque não tenho interesse em fazer essa leitura.
    Que pena que nesse livro a protagonista te irritou, já tive experiências parecidas. Fiquei curiosa para saber quais foram as escolhas erradas dela, quer me dar spoiler? Hahahaha

    Beijos
    – Tami
    http://www.meuepilogo.com

  3. Oi, Di. A leitura em si do livro não me decepcionou, a autora aborda um tema forte de uma maneira bem realista, confesso que ás vezes me dava revolta ver a Emma naquela situação, mas eu conhecia algum dos problemas dela e gostei muito da autora ter abordado isso.

  4. Oi, Tamires! Sabe como é né.. se a personagem começa a dar mais moral pro namorado da mãe dela do que para o próprio namorado, isso nunca dá certo! Eu fiquei totalmente revoltada com a falta de noção da garota, mas fazer o que né.

  5. Oi, Lu. Assim, eu entendo também, mas ficou bem na cara que ela ficava excluindo o namorado dela, que na boa, era PERFEITO e eu não conseguia entender como ela conseguia ser tão retardada ao ponto de não dar valor a ele. Além disso, no fim, o cara usou tudo o que ela fez contra ela então… "eu te avisei" que esse moço coisa boa não era…

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