Best-seller internacional que inspirou uma das mais aguardadas adaptações cinematográficas do ano. Quando Rachel Chu chega a Cingapura com o namorado para o casamento de seu melhor amigo, imaginava passar dias tranquilos com uma simpática família. Só que Nick não mencionou alguns detalhes, como o fato de sua família ter muito, muito dinheiro, que ela viajaria mais em jatinhos particulares do que de carro e que caminhar de mãos dadas com um dos solteiros mais ricos da Ásia era como ter um alvo nas costas. Logo, Rachel percebe que não será poupada das fofocas e intrigas. Isso sem falar na mãe de Nick, uma mulher com opiniões bem fortes sobre com quem o filho deve – ou não – se casar. Um passeio pelos cenários mais exclusivos do Extremo Oriente – das luxuosas coberturas de Xangai às ilhas particulares do mar da China Meridional –, Asiáticos Podres de Ricos é uma visão do jet set oriental por dentro. Com seu olhar satírico, Kevin Kwan traça um retrato engraçadíssimo do conflito entre os novos-ricos e as famílias tradicionais em seu romance de estreia, que já fez milhares de leitores chorarem de tanto rir no mundo todo.

Romance, chick-lit | 490 páginas | Editora Record

Rachel Chu Nicholas Young namoram há quase dois anos, mas a garota jamais ouviu falar da família do namorado, até que ele a convida para viajarem a Cingapura para o casamento de seu melhor amigo, Colin Khoo, onde será padrinho e também para enfim conhecer seus pais e toda sua família.

O que Rachel não sabe é que o clã Young é composto por parentes bilionários que antes de tudo prezam as origens, então a pequena Rachel não faz nem ideia do que lhe espera assim que chega a cidade. Eleanor Young, a mãe de Nick, acredita piamente que a Professora de Economia só está com seu filho pela herança que ele herdará um dia e com a ajuda de suas amigas e outras mulheres fará de tudo para separar o casal.

Esse é o arco principal de Asiáticos Podres de Ricos apesar da história ter outros arcos sendo trabalhados na trama, principalmente a de Astrid Leong, prima de Nick, que passa por uma crise no casamento devido ao dinheiro opressivo e excessivo com que ela vive.

Parece que todo mundo em Cingapura e na China são bilionários, e é um pouco estranho ver tanto dinheiro ser gastado com roupas de grife, carros do ano, apartamento gigantescos que as pessoas nunca vão usar e uma infinidade de coisas que deixam os personagens mais superficiais. Era essa a impressão que eu tinha de cada personagem que aparecia durante a história, que todos ali eram afetados pelo dinheiro, que não importava o que eles faziam da vida contanto que fosse deixá-los mais ricos a cada ano. Essa opulência sobre o assunto não incomoda, mas é tanta referência a marcas e gente famosa que eu fiquei muito perdida em boa parte das descrições. Se torna algo repetitivo e desgastante porque o autor perde muito tempo descrevendo tudo, citando nomes chineses que ninguém consegue pronunciar, deixando a história mais densa do que deveria ser.

Mas de toda forma, o autor consegue trazer muitos comentários sarcásticos em sua narrativa, o que deixa a história mais leve de alguma forma e divertida. O livro é narrado em terceira pessoa e conta os pontos de vista de vários personagens, sendo os principais Rachel, Nick, Eleanor e Astrid. É engraçado ver o quanto essas pessoas ricas gastam milhares de dinheiro com coisas fúteis mas acham que não estão fazendo nada demais. A perda de noção aqui é gritante! E acredito que essa é uma das críticas que o autor também traz a história. Tudo é baseado em quanto você tem, quanto você herdará e quanto você gastou com tal coisa, mas ninguém se preocupa com caráter, se você trai sua esposa ou não, se você educa bem seus filhos. É uma visão distorcida de como se deve viver a vida.

Nick e Rachel são de cara os personagens mais carismáticos, e mesmo que a história foque neles, não é um livro propriamente feito sobre os dois. Nick apesar de toda a pompa, ele vive modestamente em Nova York com o salário de professor de história, o que choca sua família mas encanta sua namorada Rachel, uma garota doce, que não se importa com a opulência do dinheiro da família do marido, só quer conquistá-los. Em muitos momentos Nick foi ingênuo e isso afetou diretamente sua relação com a namorada. Já Rachel passou por poucas e boas, tendo que lidar com os parentes do cara que a queriam ver pelas costas, principalmente a mãe dele que é boa parte do tempo uma cobra.

Entendo também que Eleanor não tinha as piores das intenções ao tentar descobrir mais sobre a namorada do filho e tentar dar pitaco nas escolhas de Nick, mas as intervenções dela beiram a loucura, esse fascínio desmedido pela origem das pessoas é corrosivo (pra não dizer o preconceito desenfreado), e isso vai diminuindo mais ainda a proximidade que ela tem com seu filho porque não percebe que os tempos mudaram e que Nick não se importa com essas coisas, tudo o que ele quer é ficar com Rachel sem o peso do dinheiro e da sua família ditando isso.

Astrid aparece bastante na história como comentei porque não percebe que o dinheiro também a está afastando do marido. Vemos uma mulher louca e desesperada para recuperar o amor do pai de seu filho, ao mesmo tempo que tem vício em gastar dinheiro com roupas de grife, as escondendo do marido e ele fingindo que não vê o que ela faz. São duas pessoas que precisam aprender a aceitar-se como são, e claro, aceitar um ao outro, mas isso é papo para oura história…

Chegando no final a gente vai se deparando com algumas descobertas interessantes sobre os personagens principais dessa história, alguns arcos são resolvidos, outro deixam pontas soltas, e eu não sei se vai ter outro livro dessa história, mas adoraria ler porque muita coisa ficou em aberto.

Apesar do início confuso e da verborragia de palavras em chinês e referências a tantas marcas que eu nem poderia citar, eu gostei muito desse tipo de história. É diferente, além disso o autor tem um humor irônico bem posicionado quando ele apresenta os personagens que me encantou. Apesar das páginas, eu li o livro em um dia e gostei muito dessa história.

Postado por Miriã Mikaely
Posts criados 1379

19 comentários em “Asiáticos podres de ricos – Kevin Kwan | Resenha

  1. Oi Mi, tudo bem? Desde que foi lançado a única coisa que me atraiu nesse livro foi a capa… a história parece ser sem graça, na minha opinião, e mesmo que o livro esteja recebendo bons comentários, não sei se eu aguentaria ler até o final, justamente por essa questão do dinheiro, das marcas, gastanças e outros elementos que me incomodam. Vou deixar essa indicação passar, mas fico feliz que tenha gostado da leitura.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

  2. Olá, Miriã.
    Eu li algumas resenhas desse livro e me interesso pela história. Mas não é algo que eu tenha pressa de ler. Mas acho que leria só para rir mesmo por ser uma realidade tão distante da minha hehe.

    Prefácio

  3. Oi, Mika!
    Eu estou com esse livro na wishlist, mas ao mesmo tempo estou empurrando a leitura para depois. Vi tantos comentários positivos, que fiquei curiosa, mas ao mesmo tempo não tenho tanta vontade assim… Dá pra entender? Meio doida, né? hahahaha Mas que bom que a leitura foi boa! Aliás, ler tudo isso em um dia só, significa que a escrita é ótima.
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

  4. Oiii Mika

    Fico feliz que vc tenha gostado, eu tenho o pé atrás por causa do começo confuso, além disso é um livro com bastante páginas, não sei se terminaria me cansando já que toda a trama tem uma vibe bem Gossip Girl e esse foi um que acabei até abandonando de tanto que me cansei em cada página. Enfim, provável que qualquer dia eu confira a adaptação, mas o livro por enquanto acho que vou deixar passar porque não sinto que seja uma leitura pra mim.

    Beijos

    http://www.derepentenoultimolivro.com

  5. Sendo bem sincera, não é um livro que mexe com o nosso emocional, nada do tipo. Ele tem como foco o dinheiro, somente isso e é nisso que foca. Então nesse sentido pode não ser uma boa leitura para você.

  6. Oi, Mari!
    Dá sim, quando li fiquei "era um livro que poderia esperar". Não é nenhum CoHo, não tem tramas instigantes, mas é interessante a sua maneira. Super sábio deixar para ler quando realmente quiser.

  7. Oi, Mi
    Eu também gostei desse bando de personagem, mesmo achando que suas histórias não fossem tão necessárias. Eu já vi diferenças do filme porque a mãe do Nick não fica tão em cima da Rachel pra tirar ela da jogada, ao menos foi essa impressão que eu tive, mas no livro sim, e já achei gritante essa diferença.

  8. Oi, Tami
    Eu fiquei bem confusa, até porque meu conhecimento sobre isso é nulo então soou desgastante mas estava encantada com os personagens e acabei indo no fim da trama pra descobrir o que acontecia com eles.

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