Ritmo envolvente: o bebê do rockstar – Sara Fidelis | Resenha

Ashton Ray é o vocalista da Dominium, uma das maiores bandas de rock da atualidade e aproveita ao máximo o que a vida de rockstar oferece: festas, mulheres e brigas também.
Em seu último excesso, Ash se viu diante um problema maior, um processo que pode destruir sua imagem e a da banda.
Festas estão proibidas e manchetes vetadas!
Julia Foster é uma mulher determinada a ter o que deseja: uma família e uma carreira de sucesso.
Grávida e trabalhando como estagiária em uma grande firma de advocacia, Julia vê as coisas saírem do eixo ao ter que mudar sua vida para vigiar o astro do rock arruaceiro e auxiliar em sua defesa diante dos tribunais.
Para vencer o caso ela precisará mantê-lo na linha, porém, ao contrário do que imagina, será muito mais complicado controlar seus próprios instintos.
Acompanhe a historia desse casal completamente oposto em meio a muito rock, romance e bem… roupinhas de bebê.

Romance | 324 páginas | Editora Independente 

Ashton Ray é vocalista da banda Dominium e um homem um tanto quanto complicado. Como todo rockstar, está sempre cercado de mulheres e confusão. A última foi ser pego na cama com a mulher do prefeito, mesmo que nem ele se lembre de como chegou lá. Agora ele está sendo processado por danos morais e a banda também sofre os respingos de sua irresponsabilidade. 
Para lidar com a situação, seu empresário contrata o melhor escritório de advocacia para defender o caso e a responsável por ele é Julia Foster, uma estagiária bem centrada e determinada. Além de ter que defendê-lo, Julia precisará ficar de babá de Ashton e impedir que o mesmo saia e faça mais algum escândalo. Só que morar na casa do astro do rock não está sendo fácil, isso porque a atração entre os dois é muito anti-profissional. e quase desgastante. Ashton quer a advogada em sua cama, mas Julia tem um motivo maior para não ceder as investidas dele: ela está grávida e tudo o que não precisa neste momento é a complicação de um relacionamento com um homem como Ashton.
Encontrei Ritmo Envolvente nas indicações do Kindle e foi uma ótima descoberta. Eu adoro histórias com bandas de rock, pode parecer repetitivo e tals, mas eu gosto dos personagens badboys e sem destino e de como suas vidas são transformadas quando eles encontram o amor. Coloca esse clichê na minha frente que eu sigo ele para onde ele for. E com Ritmo Envolvente não foi diferente. Temos um clichêzão, repleto de tensão e insinuações sexuais, com personagens fortes que só querem um motivozinho para se entregar e BUM, a trama tá feita. 
Julia é uma protagonista independente, dona de si mas também carente. Ela é órfã e por isso sempre desejou ter sua própria família. Por isso quando tem a possibilidade de fazer uma inseminação artificial ela o faz, mas para complicar a vida, ela acabou se envolvendo com um homem posteriormente e agora não sabe se o bebê que espera é fruto dessa noite ou se foi da inseminação. Isso é uma dúvida que a angustia porque o tal cara que ela ficou é basicamente um doido que acredita que ela esteja tentando lhe dar o golpe. Osso! 
Ashton é o estereótipo de rockstar inconsequente, cheio de tatuagem e que só se preocupa com o tanto de mulher que pode estar em sua cama. Isso é um pouco cansativo nesse tipo de enredo? É, mas a forma como Ash se desenvolve depois que descobre a gravidez da Julia é muito legal. Ele ainda tem em sua personalidade a impulsividade, mas também começa a pesar suas novas responsabilidades. Tudo isso se mescla ao charme do personagem e ficou muito legal essa construção.
O casal já sente faíscas de desejo assim que batem o olho um no outro, mas o que mais gostei é que eles não ficam de mimimi fingindo que isso não acontece. Julia de cara admite pra si mesma que super iria pra cama com o astro do rock, não fosse a gravidez. E eu confesso que me surpreendi com os plots da trama. A autora fala sobre relacionamento abusivo, desenvolve bem o casal e traz algumas reviravoltas muito revigorantes para o enredo. Por isso que digo, é clichê, mas é um clichê único.
É claro que a obra tem cenas eróticas e não seria diferente nesse tipo de enredo. Se você gosta, eu mais do que indico, mas se não, fica atento para isso. Ritmo envolvente foi realmente envolvente. A obra tem pouco mais de 300 páginas e eu as devorei em um único dia. Fiquei apaixonada! Recomendo.

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