Neste romance histórico juvenil escrito pela autora de “O diário da princesa”, acompanhamos a trajetória de Victoria. Criada pelos tios na Índia, ela é enviada a Londres aos 16 anos para conseguir um marido. Mas é na longa viagem até a Inglaterra que a jovem encontra o amor, na figura de Hugo Rothschild, o nono Conde de Malfrey. Tudo estaria ótimo se não fosse a insuportável interferência do capitão do navio, Jacob Carstairs. Por que ele não pode confiar na escolha de Victoria? Por que ele não a deixa em paz? Estaria Hugo escondendo algo?

Romance, jovem adulto | 256 páginas | Editora Galera Record | Nota: 
Victoria Arbuthnot foi criada na Índia por três tios militares depois que os pais morreram. Agora com 16 anos, eles a enviaram a cidade de Londres para que a mesma possa debutar e arranjar um marido. Mas foi na viagem da Índia para lá que Victoria arranjou o noivo ideal, Hugo Rothschild, que além de ser um nobre e um homem lindo, tomou a decisão de pedi-la em casamento.
O noivado ainda é segredo, mas não por muito tempo já que o Capitão Jacob Carstairs, que viu Victoria aceitar o pedido fará de tudo para arruinar esse noivado. Ele sabe que Hugo não é o noivo ideal para a garota e a todo momento, dá alfinetadas nas escolhas de Victoria, o que a irrita muito. Mas será que essa animosidade que existe entre eles não poderá se tornar algo maior?
Foto por Leitora Encantada

MINHA OPINIÃO

Victoria e o Patife é um romance histórico juvenil da magnífica Meg Cabot, pronto para encantar seu coração assim como a capa do mesmo, que é maravilhosa. A escrita da autora como sempre é simples e maravilhosa, e a história poderia ter ganhado cinco estrelas não fossem algumas circunstâncias que irei citar logo mais abaixo.
Victoria foi criada longe de Londres, por isso algum de seus costumes são “estranhos” aos olhos dos ingleses, como mostrar o tornozelo ou defender sua prima de um ladrão. Para ela se acostumar as tais recriminações é estranho, mas vemos que ao longo da trama ela tenta fazer sua voz feminina ser ouvida, já que na Índia, apesar da mulher ainda ser subjugada em suas escolhas, ela ainda tinha mais voz que as mulheres londrinas em 1800.
Foto por Leitora Encantada
Jacob é um personagem muito interessante e de cara gostei dele. Ele é super irônico, o que deixa muito desconsertada nossa mocinha. Além disso, seu humor ácido para com Victoria foi o que mais me chamou atenção. Hugo, por sinal, parece “perfeito” ao princípio mas se mostra detestável no fim da trama.
O casal é daqueles que se desgostam no primeiro momento mas quando se entregam a paixão, mostram-se muito apaixonados pelo outro. O que eu realmente não gostei foi que achei a trama muito pobre, a autora até tentou trazer alguns momentos de tensão, mas conhecendo Meg, acredito que poderia ter sido melhor. Isso e o fato da Victoria ser uma personagem insuportável!!! Gente, nunca desgostei tanto de uma mocinha dos romances de época.  Victoria só tem 16 anos e age como se tivesse muito mais, além dela sempre ficar dando opinião na vida das pessoas o que é muito irritante. Como que uma garota de 16 anos já acha que deve-se casar sendo que mal conhece o tal pretendente? Para uma personagem que queria ver o empoderamento da mulher, ela pecou demais nesse sentido. Isso sem contar o quanto ela é teimosa e frustrante, queria dar uns belos tapas na cabeça dela. Ô guria chata!
Foto por Leitora Encantada
Fora isso, até que a trama não foi de todo ruim. Como disse, os comentários de Jacob valeram muito a pena, adorei o sarcasmo dele na trama e acho que só por isso eu leria o livro. Se você não se importar com a chatice da protagonista, tenho certeza que irá gostar do livro.
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12 comentários em “Victoria e o Patife – Meg Cabot | Resenha

  1. Gente! Quando não gosto da personagem principal de um livro, fica muito difícil gostar DO LIVRO. Mas… eu tenho esse em e-book e vou ler, está na meta de leitura do ano. Espero pensar diferente dela, ou se não será difícil terminar o livro! E nunca li Meg… não quero que minha primeira experiência seja ruim!
    beijos,
    whoosthatgirrl.blogspot.com

  2. Olá!
    Eu não sou fã de romances de época, mas a minha meta é tentar ler algum, um dia hahaha. Mas com certeza esse não vai pra minha "meta de leitura de um romance de época", porque eu certamente iria odiar tanto a protagonista quanto você heheh. Dificilmente consigo concluir uma leitura quando não suporto o personagem principal (mas às vezes, por teimosia, concluo kkkk).
    Beijos,
    Meise Renata.
    viciadas-em-livros.blogspot.com.bra

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