Era uma vez uma princesa… Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário.
Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou.
Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida.
Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única.
Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim…

Fábula, fantasia, romance | 192 páginas | Editora Galera Record | Nota: 
O que você faria se descobrisse que toda sua vida era uma mentira? Difícil lidar com a mudança inesperada né? É o que acontece com a protagonista Anna Rosa, que descobre na verdade ser Áurea Roseanna, filha de pais que na verdade não morreram. Calma aí, vou explicar melhor essa confusão.
Tudo começou quando a mãe da Anna foi fazer um curso em Paris, lá ela conheceu Stefan, primo do príncipe de Liechtenstein, por quem se apaixonou perdidamente. Eles resolveram se casar mas antes disso, a mãe da Anna ficou grávida dela, o que seria mais uma felicidade a jovem família. O problema é que uma ex do Stefan, chamada Marie Malleville, nunca aceitou esse relacionamento e assim que a bebê completou 3 anos, jurou sequestra-la, e ela quase conseguiu se não fosse por Felipe, amiguinho de Áurea e filho dos amigos dos pais dela. 
Foto por Leitora Encantada

Marie Malleville fugiu mas jurou que até os 18 anos de Áurea, ela iria encontrar a menina e iria matá-la. Desesperados e com medo da promessa, os pais da garota resolveram enviá-la ao Brasil para morar com os tios maternos e declará-la como morta. Assim nasceria Anna Rosa.

Ufa, consegui respirar agora!
Princesa Adormecida obviamente é um conto de A Bela Adormecida e com graça e força a autora Paula Pimenta entrega a gente uma linda história. O livro é narrado por Anna já aos 16 anos, relembrando como tudo aconteceu e como ficou descobrindo a verdade. Anna é uma garota super boazinha, ela tem boas notas, não sai a noite e não dá trabalho aos tios, mesmo que ele sejam super protetores com ela por um motivo que ela desconhece. É no aniversário de 16 anos que Anna tenta conseguir um pouco de liberdade e acaba conhecendo Phil, alguém que descobriu seu número de telefone e passou a lhe enviar mensagens.
Foto por Leitora Encantada
Foto por Leitora Encantada
A primeira lição seria não falar com estranhos, mas quem nunca se deixou levar por alguém que mal conhece? É a partir daí que Anna irá se encantar com Phil, sua generosidade e sua beleza, mesmo que no fundo no fundo, ela saiba que deveria parar de falar com ele. Phil é aquele personagem que só aparece na história porque tem que ter um príncipe para nossa princesa, mas até que ele não é de todo mal assim, gostei dele mesmo que tenha achado algumas mensagens suas forçadas (aka aquele cara que fica te elogiando pra te pegar).
O livro é muito fofinho mas como a Mi gosta de dizer, tem a profundidade de um piris, então se você quer ler algo mais leve e feito para ressacas literárias acabarem, você pode ir com vontade ler Princesa Adormecida. Chego mesmo a dizer que o livro é bobinho, porém de alguma forma ele agrada o público adolescente e claro, eu!
Foto por Leitora Encantada
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14 comentários em “Princesa Adormecida – Paula Pimenta | Resenha

  1. Oiii Mika

    Aiii meu Deus, eu gosto de draminhas adolescentes, curto mesmo. Mas também gosto que tenham algo de profundidade sabe? Ou que sejam no minimo bem divertidos e viciantes (estilo Geekrela). Enfim, nunca li nada da Paula Pimenta, mas vamos dizer que não começaria por esse não apesar de ser fofinho e tals… Simplesmente sinto que já passei da idade pra ler esse, não creio que iria desfrutar.

    Beijos

    aliceandthebooks.blogspot.com

  2. Oi, Mi

    Eu costumo dizer nas minhas resenhas "profundidade de uma colher de sopa"! Hahahaha
    Então… parece bem fofinho mesmo, mas não é pra mim. Acho os livros da autora juvenis demais – já que esse é o público-alvo dela – então nem tento porque sei que vou passar raiva. Hahaha

    Beijos
    – Tami
    http://www.meuepilogo.com

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