Sorte grande – Jennifer E. Smith | Resenha

Novo romance da autora de A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista e Geografia de Nós Dois. Desde que perdeu os pais, Alice não acredita na sorte. Mas ela acredita no amor. De seus tios, de seu primo Leo, de seu melhor amigo, Teddy. Quando precisa decidir o que dar a Teddy em seu aniversário de 18 anos, a ideia parece chegar naturalmente: um bilhete de loteria. Com todos os números importantes para ambos: número dos anos que estiveram juntos, datas importantes e endereços marcantes. Quando a combinação se prova vencedora e o menino ganha quase 150 milhões de dólares, os dois se envolvem em um redemoinho de loucuras juvenis, interesseiros e sonhos de infância realizados. Tudo estaria perfeito, não fosse um beijo trocado no auge das comemorações. Um beijo que mudaria tudo. Mas o dinheiro não pode comprar o amor. Mas será que pode dar uma ajudinha?

Jovem adulto | 384 páginas | Editora Galera Record 

Imagina se você comprasse um bilhete de loteria para dar ao seu melhor amigo e depois descobrisse que esse bilhete é o premiado? Imagina a loucura que seria? É o que acontece com a Alice e seu melhor amigo e também paixão secreta, Teddy. No dia do aniversário dele de 18 anos, Alice compra um bilhete de loteria e marca todas as datas importantes para os dois, como o dia do aniversário dele, o número do apartamento onde mora e etc, mas ela nunca imaginava que essa brincadeirinha boba iria render mais de 100 milhões de dólares.
Agora Teddy não está somente milionário, mas muito famoso. Desde então a vida dos dois tem sido uma montanha-russa de emoções já que Teddy sempre teve problemas financeiramente desde que seu pai abandonou a família após perder todas as economias em jogos.
O problema é que assim como o dinheiro traz muita diversão, ele também traz grandes mudanças e responsabilidades e Alice não está disposta a passar por elas. Será que sua amizade com Teddy irá sobreviver?
Sorte Grande é o primeiro livro que eu leio da Jennifer E. Smith, bastante conhecida por suas outras obras como A probabilidade estatística do amor à primeira vista e A geografia do amor. Mas infelizmente não posso dizer que a obra foi de todo bom, apesar das muitas resenhas que eu li por aí.

Meu primeiro problema foi que não acreditei nas motivações da Alice para recusar metade do dinheiro que Teddy ofereceu a ela depois que ele ganhou na loteria, até porque foi ela que fez tudo isso acontecer. Entendo que o dinheiro mudaria muito a vida da garota, mas quem diabos recusa ganhar milhões só porque não quer isso? Soa muito absurdo e nada crível pra mim.
Além disso Alice é uma personagem quase sem personalidade. A vida dela  gira envolta de Teddy, seu amor platônico e o fato dela ser órfã, já que perdeu os pais com nove anos de idade e passou a morar com seus tios em Chicago desde então. Parece que a autora toda hora batia na mesma tecla. Hello, já se passaram nove anos e a garota ainda não conseguia superar o fato de ter perdido os pais. Sempre dava um jeito de se vitimizar de alguma forma, isso me irritou muito. Sem contar que Alice vive basicamente pra agradar a memória falecida dos pais, ou seja, ela não faz nada por ela mesmo e sim o que eles fariam. O fato de ser voluntária em um sopão, ajudar crianças e querer estudar em Stanford nunca parte da ideia da garota de querer isso, e sim de achar que os pais dela iriam querer que ela fizesse isso.
É claro que perder os dois pais em um tempo relativamente curto é algo traumático pra qualquer pessoa, não estou desmerecendo a dor dela, mas nunca faltou nada pra garota. Não é como se ela sofresse abusos na nova casa ou vivesse mal, desconfortável. Ela sempre fora amada como filha, sempre ganhou as coisas mas sempre arranjava um jeito de se fechar e dizer que ali não era seu lugar. Mimimi desenfreado que não me convenceu.
Outra coisa que me irritou muito na narrativa foi Teddy. Ele não é um personagem que me causou empatia, na verdade achei ele bem idiota e babaca a maioria do tempo, sem contar que suas atitudes soavam muito infantis. Ele brigava com Alice o tempo todo porque não queria dar o braço a torcer, e o pior é que ela sempre corria atrás dele mesmo ele sendo o errado. Era patético. Foi uma das poucas vezes que eu torci por outro ship, mas como os jovens adultos não tem tanta surpresa, já imaginam com quem ela ficou.
O único personagem que realmente gostei foi os tios dela e o primo, Leo, que é um carinha bem pé no chão e muito sensato. Eu até confesso que passei a curtir mais os protagonistas no finalzinho da obra, mas já chegando no fim não tenho muito o que dizer né?
Sorte grande tem um enredo bem original e eu até gostei do desenvolvimento da obra, mas foram os personagens que não me cativaram, o que é uma pena visto que muita gente adorou essa história. Mesmo assim indico pra quem quiser tirar suas próprias conclusões.

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16 thoughts on “Sorte grande – Jennifer E. Smith | Resenha

  1. Oi Mi, tudo bem? Quando li a sinopse do livro achei a premissa muito atraente, porque suscita um questionamento que passa na cabeça das pessoas quando apostam na loteria. Que é um sonho, é, mas muitas vezes ficamos imaginando tudo o que faríamos com o tanto de dinheiro que se ganharia, mas o que o dinheiro faria conosco? Acho que essa é a questão mais relevante desse livro. Uma pena que os personagens não te cativaram, acho péssimo quando isso acontece e tenho a tendência a não gostar da história, por mais promissora que seja. Vou deixar a dica anotada com essa ressalva.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

  2. Oi, Mika!
    Que pena que não foi uma leitura tão legal. Não se conectar com os personagens dá uma tristeza, hehe, ainda mais se você pega ranço.
    Esse eu ainda não li, mas eu gostei muito de A Geografia de Nós Dois, mas A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista é muito lindoooooooo! Eu amooooooo! Li num dia, hehe.

    Beijoooos

    http://www.casosacasoselivros.com

  3. Olá, Miriã.
    Esse livro veio em uma das caixas literárias que eu assino e confesso que não gostei muito não. Na verdade nem vi que tinha selecionado esse gênero. E pelo que estou lendo nas resenhas acho que não vou gostar tanto assim. Engraçado que quando comecei a ler logo pensei que o cara tinha que dar metade para ela hehe. Um dia vou ler porque está lá na estante, mas não estou esperando muito não.

    Prefácio

@blogcapitulotreze

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