É sempre maravilhoso quando um livro que você leu há muito tempo ganha uma adaptação, ou melhor ainda, uma série. Eu li Desventuras em Série lá nos meados do Ensino Médio e gostei tanto que reli-a duas vezes. Sempre foi um sonho ver os livros rodando na telinha e graças a Deus a Netflix por ter feito isso. 
A terceira e última temporada estreou no mês passado e por altos e baixos consegui enfim terminá-la. Para quem estava esperando a continuação com mais momentos sombrios como vimos na segunda, irá se deparar com uma mesclagem de momentos divertidos mas igualmente tensos (ao menos na minha percepção).

Agora que Violet, Klaus e Sunny descobriram que o Conde Olaf não está somente atrás de suas fortunas e as do Quagmires, mas também do açucareiro, objeto muito importante que contém um segredo e compõe toda a história, eles precisam proteger a todo custo aqueles que amam se quiserem estar seguros. Os adoráveis e espertos irmãos estão mais intrigados do que nunca para descobrir mais sobre a organização secreta conhecida como CSC e também sobre os segredos de seus pais.
Conde Olaf continua com suas artimanhas para conseguir pegar os órfãos, apesar de alguns episódios ele ter desviado muito de seu objetivo por causa de Esmé Squalor, sua namorada e Carmelita Spats, a insuportável criança mimada que aparece para não somente encher o saco dos outros como também do espectador com seu jeitinho arrogante.
Muitos outros personagens que apareceram no início da série reaparecem sempre arrependidos de todo o mau que fizeram aos Baudelaire. Uma das cenas mais icônicas é a do Conde Olaf jogando na cara que todos ali compactuaram com seus crimes pois os órfãos sempre tentaram alertar os adultos e seus tutores, mas nenhum deles acreditou. Foi tipo um tapa na cara de todos e eu me deliciei muito com isso.
Pra quem leu o livro, sabe que o último volume não tem lá muitas explicações. As coisas ficam um tanto quanto abertas, mas a série não tem esse problema. Acho que todas as minhas respostas foram sanadas e eu fiquei muito afoita com cada descoberta. É claro que foi enorme o número de perdas de personagens ao longo da série, alguns muito tristes como a morte da bibliotecária Olívia Caliban, que partiu no último episódio da segunda temporada, mas acreditem, até a morte do Conde Olaf me emocionou.
No fundo, percebemos que ele sempre fora um homem muito desvalorizado e que apesar de suas atitudes não terem perdão, são passíveis de entendimento. Fiquei com dó dele e chega deixei cair algumas lágrimas. Mas no fim, acredito que ele teve aquilo que merecia.
E por isso digo que não tinha outro ator para fazer o personagem a não ser o Neil Patrick Harris porque ele conseguiu trazer essa dualidade no Conde. Ás vezes o achávamos idiota, cruel, divertido e sensível. Tudo isso muito bem expressado pelo ator que conseguiu cativar muito ao longo de todos os episódios. No início eu imaginei que nenhum outro conseguiria substituir Jim Carrey, que seria o eterno vilão de Desventuras em Série, mas terminei essa série sabendo que Neil não só fez isso mas trouxe muito mais para o personagem.
É estranho ver algo que acompanhamos por algum tempo acabar, e apesar de alguns erros ridículos de edição, como os efeitos especiais péssimos, eu gostei muito de Desventuras em Série. Quem acompanhou a jornada de Lemony Snicket para conseguir encontrar os órfãos Baudelaire e não desistiu da série com toda essa loucura e humor negro, tenho certeza que vai terminá-la feliz.
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5 comentários em “Série: Desventuras em Série (3ª temporada)

  1. Olá, Miriã.
    Eu gostei dos livros, mas como li todos eles praticamente em uma semana, acabei achando bem cansativo, principalmente pelos enredos serem praticamente os mesmos. E no final ficou um monte de coisa em aberto. Até por isso gostei ma da série da Netflix. O Neil foi brilhante e acredito que o sucesso da série se deve a ele.

    Prefácio

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