Meu nome é Charlotte Spencer e, há dez anos, casei com o melhor amigo do meu irmão. Eu não o vi desde então.Charlotte Spencer cresceu no Upper East Side de Manhattan de sangue azul, mas nunca quis o futuro de ficar parado e bonito que seus pais ditavam para ela. Entre Colin Walsh, o melhor amigo quieto, meditativo e esportivo de coque de homem, e com ele uma chance de escapar.Ele está longe do cara dos sonhos de Charlotte, mas eles precisam um do outro para uma coisa: casamento. Um casamento no tribunal depois, a herança de Charlotte é dela para iniciar um negócio em San Francisco e Colin, nascido na Irlanda, tem um Green Card.Dez anos depois, Colin lança uma bomba: os termos de seu acordo pré-nupcial afirmam que, antes que qualquer um possa pedir o divórcio, eles precisam viver sob o mesmo teto por três meses.De repente, esta partida feita na praticidade está prestes a assumir um significado totalmente novo…

Charlotte Spencer tem apenas 31 anos e já é uma empresária de sucesso. Mas apesar do que todos acham, sua vida pessoal está longe de ser perfeita. Ela tem um casamento de fachada com o melhor amigo do irmão mais velho, Colin Walsh
Há dez anos atras, Charlotte precisava se casar para conseguir botar as mãos na herança deixada pela avó, para se livrar das constantes cobranças dos pais, tradicionais e ricos do Upper East Side. E Colin precisava de um Green Card, já que é irlandês e queria abrir uma empresa na cidade que nunca dorme (tudo bem ser empregado nos EUA, mas não está bem se você for o empregador). Une o útil ao agradável e tcharam, temos um casamento!

De acordo com as estipulações da vovó Geraldine: Se eu me casasse, receberia um troco de seis dígitos. Continue solteira; fique pobre. Definitivamente, um dilema para uma garota de 21 anos sem namorado à vista. Mas eu tive uma solução. Entra Colin Walsh.

Mas mesmo que sejam casados no papel, eles nunca viveram como um casal. Após a cerimônia no cartório, Charlotte partiu para San Francisco sem olhar para trás. Mas agora ela precisa voltar a cidade natal porque Colin deseja o divórcio. E existe uma grande surpresa no contrato de casamento: uma cláusula ridícula que estipula que eles devem viver juntos por 3 meses antes de poderem pedir o divórcio, presente do irmão mais velho de Charlotte. 
A cláusula é ridícula mas totalmente legal. E é por isso que Charlotte se vê mudando para o apartamento de Colin durante esses três meses que eles precisam “fingir” que são um casal.

Eu precisava da minha herança; Colin precisava ficar nos Estados Unidos. A solução para ambos era a mesma: casar. Um com o outro.


The Prenup tem a premissa mais clichê do mundo mas caramba, que livro maravilhoso! E ouso dizer que deve ser um dos melhores da autora, se você gosta de comédias românticas e chick-lit. Aqui temos Charlotte, uma personagem bem sucedida, de boa com a vida, que só tem um problema (ou dois): um marido do outro lado do país e uma relação conturbada com os pais. Enquanto ela lida com a situação com Colin, vemos um vislumbre da fragilidade que é a relação com os pais, principalmente com a mãe. Ser moldada para ser uma coisa, mas acabar indo por outro caminho foi um duro golpe em pessoas tão tradicionais, mas se tem uma coisa que eu adorei em Charlotte foi ver sua ferocidade para conseguir provar um ponto, mas também humildade em admitir que errou, e que a culpa de dez anos de distância não foi somente deles, mas também dela.
E outra coisa que eu amei em Charlotte foi que ela é mimada e basicamente uma princesinha do Upper East Side, mas que não tem vergonha de admitir isso. Ok, talvez ela tenha um pouco, mas ela é tão de boa com a vida, divertida e leve, que suas características de mulher branca privilegiada são facilmente esquecidas. Charlotte é o tipo de personagem que a gente logo se identifica, se diverte, quer ser amiga. Do tipo ame ou ame. E o fato dela ser tão madura em certas situações me fez gostar mais ainda da forma como a autora a desenvolveu.
Colin já é mais taciturno e muito mais fechado. Essas excentricidades de Charlotte o assustam e o irritam, mas aos pouquinhos a garota vai conseguindo entrar nas barreiras que ele criou em relação a ela. Não se tornam amigos, longe disso, mas a convivência entre eles vai mudando gradualmente que se torna algo legal e gostoso de acompanhar.

O primeiro toque dos seus lábios é o céu. O segundo é puro êxtase. O terceiro parece muito com para sempre. 

É claro que rola um plot bem interessante na trama, o que deixa as coisas mais intensas. Charlotte consegue lidar com tudo isso muito bem e trazendo um show de maturidade que eu mesma não esperava. E gente, o livro é isso! Algo leve, revigorante, divertido e simples, que vai fazer você ler tudo muito rápido e te tirar de alguma leitura mais densa. Não espere mais do que isso da obra, porque não tem, e foi justamente isso que me cativou. Uma leitura tranquila, engraçada, que me deixou ansiosa para terminar mas com vontade de estender até não poder mais. Super recomendo!

The Prenup | 320 páginas | Editora Headline Eternal | Nota: 5/5❤

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21 comentários em “The Prenup – Lauren Layne | Resenha

  1. Eu amo um clichê. Aliás, toda essa pegada de chick lit, bom humor, mas também a parte que envolve alguma espécie de drama dos personagens.
    Como eu ainda não conhecia o livro, se puder, claro que já quero conferir!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

  2. É fácil encontrar livros que trazem como premissa um casamento de fachada, uma noiva ou namorado de mentira, como você disse, é clichê… mas nesse caso eu achei até diferente a forma como a base da história desse livro se inicia. Legal saber que a narrativa é levinha e já gostei da personagem, mas ainda não tem a versão em português desse livro? :/
    Blog Apenas Leite e Pimenta ♥

  3. Amiga, realmente tem a premissa mais clichê do universo, mas é uma fórmula que raramente falha, né? É claro que a gente sabe que alguma coisa vai nascer nesses três meses aí de convivência e a ansiedade para isso é que move a leitura. Fiquei curiosa para saber como a autora vai desenvolver isso, mesmo não sendo muito fã do estilo literário.

    Me identifiquei com a protagonista nesse relacionamento com os pais. Eu amo minha mãe, mas eu também sou totalmente o oposto do que ela queria que eu fosse e isso acaba gerando vários atritos. Eu demorei muito pra começar a bater de frente com ela e correr atrás do que eu realmente queria.

    Beijo!
    http://www.roendolivros.com.br/

  4. Olá Miriã!
    Acredito que esse tipo de livro leve e descontraído é uma das coisas que está diminuindo a minha ansiedade em relação à quarentena, logo qualquer dica que vejo vou logo anotando.
    Apesar de não contar com nada muito original, é notório que o ponto alto do livro é a dinâmica desses falsos casados, o que com certeza deve gerar umas cenas bem engraçadas.
    E que bom que Charlotte não é aquele tipo de protagonista rica que se faz de modesta sofredora. Gosto da forma direta com a qual a autora trabalha a personagem.
    Beijos.

  5. Olhaaaaa alguém mudou o layout! Eu gostava do antigo (achava bem clean) mas esse agora está bem fofo =3

    Sobre o livro: Queria ter tido a mesma experiencia que vc. Não gostei do 'livro' (pdf que eu encontrei na web rs). A personagem é muito imatura, sempre tenta ser engraçada de uma maneira boba e simplesmente não para de falar kkkkk mas é interpretada como uma mulher corajosa independente, no entanto, ela aceita as ofensas e não revida mdssss

    Colin é muito fechado, nem fala com ela, ele é desagradável e chegou a um ponto em que eu estava cansada de sua personalidade. Ele não a trata como um ser humano e ela continua tentando agradá-lo.

    Ele até manda o que ela deve vestir porque o está "tentando" (me poupe¹). Ele a desafia a provar que mudou, e bem, ela não deveria provar nada para ele (me poupe²).

    Um livro tão estranho com personagens estranhos. E nenhuma cena de amor, nada! Nem um beijo até o último capítulo, e mesmo assim, não foi esse beijo soprado. O autor o imaginava como um cara tão fechado e metódico o tempo todo que, mesmo quando ele a está beijando no último capítulo, não há muita química lá porque mal demonstrou interesse antes.

    Eu havia gostado da série Oxford, especialmente a de Emma e Alex, acho que o enredo poderia ter sido ótimo se tivesse sido melhor explorado.

  6. Miriã!
    Primeiro quero falar que gostei muito do novo layout, ficou bem lindo.
    Quanto ao livro, acabei de ler um livro da autora e gostei muito.
    Esse plot clichê como diz, é um dos que mais gosto, aliás, não tem como ter amor sem ter clichê, né?
    E ver uma protagonista tão forte, obstinada e decidida e também frágil ao ponto de reconhecer seus erros, deve ser demais.
    Quero ler.
    cheirinhos
    Rudy

  7. Oi, Mi! Tudo bom?
    Clichês perfeitos e bem utilizados são o que eu mais amo em romances contemporâneos aaaaaaaa. Tem tanta coisa gostosinha pra ler por aí, quando a autora acerta mão é a melhor coisa do mundo!
    Não conhecia esse, mas fiquei bem curiosa e vou procurar quando precisar ler alguma coisa mais levinha.

    Beijos, Nizz.
    http://www.queriaestarlendo.com.br

  8. Oi Ingrid
    É uma pena que não tenha funcionado pra ti, mas mim foi mais que perfeito. Li a obra em 6h de tanto que eu gostei hahahaha mas nem sempre o que funciona comigo funciona pra você, o que é uma pena. Espero poder conhecer essa série, eu nunca li.
    Beijo!

  9. Olá,

    O engraçado que quando eu estava lendo a resenha eu só pensava: Que livro tão previsível! E você fala quase isso kkkkkk mas mesmo assim diz que o livro é muito bom.
    Fiquei com vontade de ler, parece ser bom, mas não é uma das minha prioridades.
    beijos

  10. Olá! Eu amo a escrita da autora, por isso, é claro que já quero esse livro, todo clichê é sempre muito bem-vindo, ainda mais amorzinho assim como esse, já amei a Charlotte e o Colin me conquistou só por ser irlandês (risos). Tenho certeza quem em breve a editora há de lançar sim aqui em terras tupiniquins, pois vai ser sucesso.

  11. "uma cláusula ridícula" hahah A premissa da história é bem real, né?! Casamento nos EUA pra garantinr um Green Card hahaha Parece ser o tipo de livro que não é nada UAAAL, mas que é divertido de ler! Espero que venha em breve para o Brasil!

  12. Adoro comédias românticas, pois são leves e divertidas, mas acima de tudo adoro o bom e velho clichê. E lendo a sinopse tenho certeza que vou encontrar tudo isso nesse livro.
    Livros com casamento por conveniência são um dos meus preferidos, pois tenho certeza que os dois ficarão juntos no final haha, pena que o livro não tem a sua versão em português.

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