Em A rainha dos funerais ela explora a vida de Fleur Daxeny, uma mulher viciada em chapéus de grife, cartões de crédito ilimitados e homens ricos. Nem anjo nem demônio, a bela e sedutora heroína se esforça para sustentar seu estilo de vida. Que melhor local para garantir a próxima conquista do que num funeral? Afinal, um recém-viúvo está sempre precisando de um ombro amigo. Parecia o plano perfeito… exceto que seus interesses materiais entram em conflito com os do coração ao conhecer Richard Favour, um homem doce e amoroso, ainda tentando superar a morte da esposa. Fleur se flagra desejando ser mais que uma amiga para ele. O único problema é a conta bancária de Richard…

Em A rainha dos funerais, com um texto envolvente e inebriante tendo como cenário a maluca década de 1990, Madeleine Wickham brinca com as nuances da psique humana de cada personagem e de suas idiossincrasias, e nos faz refletir sobre a maneira como nos relacionamos, o perpétuo idealismo em justaposição com a sólida realidade, sem jamais perder de vista que, por trás da montanha de desespero, a esperança sempre continua a brilhar.”

Fleur Daxeny tem padrões caros. Ela ama artigos de luxo e colecionar chapéus, mas principalmente, cartões de crédito. Mas sendo uma mulher sem nenhum tostão, não é à toa que precise de homens para manter seu padrão de vida, e é por isso que a mulher é conhecida como A Rainha dos Funerais.

O negócio da vida de Fleur é se aproveitar da fragilidade de viúvos nos enterros de seus cônjuges e oferecer seu apoio emocional e condolências, e quem sabe também, a expectativa de um “novo amor”. E assim ela tem levado sua vida, deixando até mesmo sua filha Zara, jogada pelos cantos.

Mas quando Richard, um homem bom, humilde e extremamente rico, e também a nova vítima de Fleur, mostra que é muito mais do que ela pensa, será difícil para ela se ater a seu plano original de depená-lo.

A rainha dos funerais é um dos livros escritos pela Sophie Kinsella como Madeleine Wickham. Eu amo os chick-lits da autora e imaginei que fosse encontrar algo bem parecido de suas obras, mas se você também espera isso, infelizmente eu acho melhor repensar.

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Uma coisa gritante dessa obra para as demais da autora é a narrativa. Eu nunca tive tanto problema pra conseguir ler algo da Sophie mas em A Rainha dos Funerais isso se mostrou capaz. É uma narrativa impessoal, apesar das tiradas sarcásticas, e nada cativante. Não é aquele tipo de história que você consegue facilmente mergulhar, pelo contrário, são tantos pontos de vistas e arcos de personagens que cansam um pouco, ainda mais porque Fleur, apesar de interessante, não me cativou.

Richard é outro personagem pouco cativante. Ele acaba de perder a esposa e tem a leve sensação que não a conhecia de verdade, e quanto mais nos inserimos na história, mais vemos que isso é uma verdade. Ele também é relapso quanto aos problemas dos filhos, que adivinhem, também tem arcos na trama, e apesar de até serem legais, não tem a profundidade necessária para serem muito relevantes.

Eu achei genial trazer uma protagonista que não é uma mocinha na história. Pelo contrário, é bem da trambiqueira e com hábitos questionáveis, mas imaginei que teríamos a leveza e a diversão características dos livros da Sophie, só que não encontrei isso aqui. O livro é bem sóbrio e vai muito além de um romance. Talvez porque a idade dos personagens também seja diferente, já que Fleur tem mais de 40 anos e quase todos seus “casos” tenham mais de 60, então diversão poderia não caber aqui, mas foi algo que fez bastante falta na construção da história.

De modo geral, eu me decepcionei bastante com o livro por ter expectativas diferentes quanto a proposta da autora. Mas se você ler já sabendo o que esperar, talvez seja uma leitura mais interessante.

A rainha dos funerais | 294 páginas | Editora Record

24 anos. Ama escrever e falar pelos cotovelos.
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3 comentários em “A rainha dos funerais – Madeleine Wickham | Resenha

  1. Oi Mi,
    Fiquei bem surpresa com voce dizendo que a narrativa desse livro não é cativante como os outros livros da autora!
    Não sou a maior devoradora de romances da Kinsela, mas todas as obras dela são fluídas demais! Que decepcção!
    Confesso pora você que este livro não tinha chamado tanto minha atenção, então vou continuar deixando ele passar…
    beeijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

  2. Olá, Miriã.
    Eu nunca li nada da Sophie usando esse nome. Mas como ela mesmo, a narrativa flui que é uma beleza. Tanto que estou lendo os da série da Becky e odiando, mas não consigo parar de ler por causa da escrita dela hehe.

    Prefácio

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