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O teste do casamento – Helen Hoang | Resenha

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Khai Diep acredita seriamente que é incapaz de amar. Por ter síndrome do espectro autista, ele sempre se questionou o porquê de não reagir aos sentimentos e emoções como todos que conhece. E após perder alguém importante em sua vida, foi aí que ele “percebeu” que se não conseguia sofrer e sentir dor, ele também não seria capaz de amar.

Resenha completa do livro no youtube

Por acreditar fielmente nisso, Khai nunca teve um relacionamento em seus 26 anos de vida, e se depender dele, ele jamais terá um. Mas sua mãe não pensa assim… cansada de ver o filho solteiro, ela parte ao Vietnã em busca de uma esposa para Khai.

Após inúmeras entrevistas com jovens solteiras que se mostraram infrutíferas, a senhora acaba conhecendo Esme, uma jovem que trabalha como faxineira no hotel. Esme tem 23 anos e engravidou com 16, para o desgosto de sua família. Mãe solteira e sem instrução, ela trabalha continuamente para tentar dar uma vida melhor para sua pequena filha.

Quando a mãe de Khai surge com uma oferta pra lá de tentadora, Esme vê ali uma oportunidade de melhorar sua vida. Mas para isso ela precisaria viajar para os Estados Unidos e passar três meses lá, longe de tudo que conhece. E nesse meio tempo, Esme precisa conquistar Khai e fazer o casamento acontecer. Será que ela vai conseguir?

Recebi uma prova antecipada de O teste do casamento da Editora Paralela para uma opinião sincera. E tendo amado o primeiro livro, Os números do amor, eu estava com expectativas boas sobre essa história, e não me decepcionei.

Diferente do primeiro livro que é uma comédia romântica com mais foco na parte erótica, O teste do casamento é uma história mais profunda. A autora não somente traz o autismo como um ponto principal, mas também todo o pano de fundo que envolve Esme e sua dificuldade em se “ocidentalizar”.

Ela é uma protagonista bastante humilde, que vem de uma criação pobre, sem ensino médio, mãe solteira e que precisa ajudar nas despesas de casa que consiste em um cômodo que acomoda ela, sua filha, mãe e avó. Quando parte para os Estados Unidos, ela vê ali uma maneira de ajudar a todos, mas ninguém lhe contou o quanto seria difícil estar em um país sem falar bem o inglês, ou de quanto para ela seria desconfortável estar no meio de pessoas ricas e bem de vida, enquanto ela se sente burra e desajustada.

Todas essas situações que Esme precisa lidar tornam a história mais delicada e sensível, trazendo a experiência da mãe da própria autora, que passou pelas mesmas coisas que a personagem passa. E é por isso que eu queria colocar ela em um potinho a todo momento, porque era triste ver o quanto ela sofria com essas circunstâncias da vida que não podiam ser controladas.

O relacionamento dela com o Khai é bem gradual e lento. Os dois precisam morar na mesma casa e passam a dividir a mesma cama, então existe bastante tensão sexual entre os dois, mas também uma tensão que resulta da não intimidade entre eles. E sem saber, Esme precisa aprender a lidar com um homem autista, com suas peculiaridades e diferenças. Muitas das situações em que eles se colocam poderia ter sido resolvida com conversa, mas isso faria perder toda a graça que o relacionamento deles oferece.

Eu senti falta de mais interação entre a personagem e sua filha, que era um ponto importante na história, assim como uma resolução melhor do arco dela e de seu pai, que é desenvolvido com pressa no final. Mas fora isso, eu amei toda a história e pra mim, tudo compensou no final. O casal é fofo, a narrativa é leve e divertida, e ainda assim traz toda a intensidade que o tema requer, mas sem deixar o livro pesado, sabe?

Pra mim foi uma leitura 100% satisfatória e que me deixou com o coração cheio e aquecido. Amei demais e estou muito ansiosa para os próximos livros dessa autora. Recomendo!

Os números do amor #2 | 365 páginas | Editora Paralela

Khai Diep não tem sentimentos. Bom, ele fica irritado quando mexem nas suas coisas e satisfeito quando os centavos são incluídos nos livros contábeis, mas não consegue vivenciar nenhum sentimento profundo, como luto ou amor. Ele acha que tem algum problema, mas sua família sabe que, por ser autista, ele processa as coisas de um jeito diferente e tem dificuldade com as emoções. Como Khai se recusa a arrumar uma namorada, sua mãe resolve viajar ao Vietnã para encontrar a noiva perfeita para ele.
Sendo birracial em Hồ Chí Minh, Esme Tran sempre se sentiu deslocada. Quando surge a oportunidade de ir para os EUA e conhecer um possível marido, ela sabe que não pode recusar, pois é a chance de mudar a realidade de sua família. Mas seduzir Khai não sai como o planejado. E assim ela se apaixona por um homem que está convencido de que não pode retribuir seu afeto.
O tempo de Esme nos EUA está se esgotando. Será que Khai vai admitir que estava errado, e que pode haver mais de uma maneira de amar, antes que seja tarde demais?

Miriã Mikaely

Sou viciada em livros de romance e adoro falar pelos cotovelos. Tenho um canal no YouTube em que eu compartilho meus surtos literários.

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1 COMMENT

  • Silvana Crepaldi

    Olá, Mika.
    Eu gostei muito do outro livro, mas confesso que não lembro dessa personagem lá. E achei que ia seguir os moldes do outro. Bom saber que ele tem outra pegada que ai já vou preparada.

    Prefácio

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